França e Alemanha anunciam convergência de opiniões sobre Iraque

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Publicado quarta-feira, 22 de janeiro de 2003 as 14:10, por: cdb

O presidente da França, Jacques Chirac, declarou nesta quarta-feira que seu país e a Alemanha compartilham da mesma posição em relação ao Iraque e concordavam que tudo deve ser feito para evitar uma guerra no Golfo Pérsico.

“A Alemanha e a França fazem o mesmo julgamento dessa crise”, afirmou Chirac, durante uma entrevista coletiva com o chanceler alemão Gerhard Schroeder, após uma reunião de gabinete conjunta para marcar o 40° aniversário do tratado de amizade bilateral.

“Nós concordamos completamente em harmonizar nossas posições o mais estreitamente possível a fim de encontrar uma solução pacífica para a crise”, disse Schroeder, por sua vez.

Chirac acrescentou que as presidências francesa e alemã do Conselho de Segurança das Nações Unidas, respectivamente neste mês e no próximo, estavam “plenamente coordenadas”. Na sessão de segunda-feira, ambos países foram veementemente críticos em relação à possibilidade de uma guerra.

Mas o presidente francês não revelou se o país votaria da mesma forma que a Alemanha caso fosse apresentada ao Conselho de Segurança uma resolução autorizando um ataque ao Iraque. Como membro permanente do órgão da ONU, a França tem poder de veto.

Na noite de terça-feira, Schroeder havia declarado que seu país — atualmente um dos dez membros não permanentes do conselho — não apoiaria uma resolução autorizando a guerra.

“Idéias Fundamentais”
Chirac afirmou que França e Alemanha baseavam sua política para o Iraque em duas idéias fundamentais.

“A primeira é que qualquer decisão cabe ao Conselho de Segurança da ONU, e apenas a ele, se pronunciando após ouvir o relatório dos inspetores, em conformidade com a resolução que adotou”, explicou.

“A segunda idéia é que a guerra é sempre uma admissão de fracasso e a pior de todas soluções. Tudo deve ser feito para evitá-la”.

De pé ao lado do presidente francês, Schroeder não fez acréscimos às declarações de Chirac.