Fracassa Operação Abafa no ninho tucano do governador Alckmin

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Publicado quinta-feira, 5 de abril de 2012 as 08:57, por: cdb

Estourou a Operação Abafa montada pelo governo do Estado para afastar com a máxima discrição o presidente do metrô de São Paulo, alvo de denúncias de que em sua gestão houve fraude na implantação de uma linha do metrô. Na surdina, bem quietinho, o presidente do Metrô de São Paulo, Sérgio Avelleda, deixou o cargo nesta 4ª feira.

Sua saída agora ocorre pouco mais de quatro meses após ele ter sido afastado do cargo pela Justiça, tempo com o qual o governo tucano do Estado jogou para que o caso fosse esquecido. No dia 18 de novembro pp., a 9ª Vara da Fazenda Pública mandou tirar Avelleda do cargo e suspender as obras da linha 5-Lilás do metrô, por suspeita de fraude na concorrência.

O jornal Folha de S.Paulo mostrara em sucessivas reportagens que os vencedores da licitação para a implantação da obra já eram conhecidos seis meses antes da disputa. Quatro dias depois da determinação da 9ª Vara o Tribunal de Justiça (TJ-SP) suspendeu a interrupção das obras e mais tarde reconduziu Avelleda ao cargo.

Demissão evidencia fracasso tucano na política de transportes

Na demissão do presidente do metrô agora, registra-se de novo, primeiro o comportamento da mídia tucana silenciosa a respeito da demissão. A exemplo da postura adotada (exceção do jornal que denunciou a manipulação da concorrência) quando de seu afastamento determinado pela justiça no ano passado, determinação desconsiderada pelo governador.

Em segundo lugar, coloca em evidência o fracasso da politica de transportes do PSDB depois de 20 anos governando o Estado. Fracasso reforçad ainda agora com a decisão equivocada de priorizar o metrô quando as extensas redes das linhas de subúrbio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entram em colapso por falta de investimentos e manutenção.

Resultado? Panes semanais, as vezes mais de uma por semana nos dois sistemas (de trens e de metrô) levando ao sofrimento e desespero no mínimo 100 mil pessoas à cada paralisação.