Fotógrafo é agredido e tem material apreendido no Rio de Janeiro

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Publicado quinta-feira, 4 de dezembro de 2003 as 23:12, por: cdb

O repórter fotográfico e diretor da Biblioteca da Associação Brasileira de Imprensa, Jorge Nunes, foi impedido, na tarde desta quinta-feira de exercer sua função jornalística, durante manifestação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) em frente à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova.

Jorge Nunes registrava a manifestação de pais de alunos do Ciep do Passarela do Samba (Avenida Darcy Ribeiro), quando percebeu que a Guarda Municipal estava fazendo um cerco para impedir a entrada dos manifestantes. O jornalista foi advertido para não tirar fotos da sede da prefeitura. Jorge Nunes disse que estava exercendo sua função de repórter fotográfico, quando integrantes daquela instituição municipal o agrediram e apreenderam sua máquina fotográfica.

Segundo Jorge Nunes, ele conseguiu sair do local com a ajuda dos manifestantes, e foi à 6ª Delegacia de Polícia registrar queixa. A manifestação aconteceu por volta de 14h.

A Associação Brasileira de Imprensa, da mesma forma que condena o assassinato do guarda municipal Marco Aurélio Ferreira dos Santos Silva, em confronto com camelôs, na quarta-feira, repudia a covarde agressão a Jorge Nunes e a apreensão de seu material de trabalho, certa de que o prefeito Cesar Maia também não aceita este tipo de comportamento.

O presidente da ABI, Fernando Segismundo, esclarece que o repúdio a este tipo de prática, tão usada na época da ditadura, não se refere ao fato de Jorge Nunes ser seu diretor, mas por ter sido a agressão sofrida por um profissional de imprensa no cumprimento de seu dever. A ABI espera que este ato não fique impune e que as responsabilidades sejam apuradas com rigor.