Forças sírias matam pelo menos 3 em protesto contra Assad

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Publicado sábado, 27 de agosto de 2011 as 12:24, por: cdb

Forças sírias mataram pelo menos três pessoas que participavam neste sábado de um protesto com milhares de manifestantes para exigir a retirada do presidente Bashar al-Assad do poder, disseram ativistas e moradores locais.

Assad
Pelo menos três pessoas morreram em um protesto, neste sábado, que exigia a retirada do presidente Bashar al-Assad do poder

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR, em inglês), afirmou, citando testemunhas, que houve mais protestos em Damasco no decorrer da noite e na manhã deste sábado.

Duas das vítimas morreram quando forças de Assad atiraram para dispersar manifestantes que saíram de mesquitas em Qusair e Latakia depois das orações de al-Qadr, a noite em que os muçulmanos acreditam que o profeta recebeu o Alcorão.

Na mesquita de al-Rifai, em uma área de Damasco onde estão a maioria dos quartéis-generais da polícia, testemunhas disseram que centenas de policiais e milicianos leais a Assad atacaram fiéis que tentaram fazer um protesto depois das orações de al-Qadr.

– Alguns (dos homens de Assad) foram até o telhado e começaram a atirar com AK-47 para assustar a multidão. Cerca de dez pessoas ficaram feridas, sendo que duas foram atingidas no pescoço e no peito – disse à agência inglesa de notícias Reuters por telefone um clérigo de mora na área.

A SOHR, liderada pelo dissidente Rami Abdelrahman, disse que as forças de Assad abriram fogo em um funeral que acabou em protesto no sábado, na província de Idlib, na fronteira com a Turquia, ferindo pelo menos dez pessoas.

A organização disse que outro homem foi morto nos ataques e revistas casa a casa na cidade de Kfar Nubul.

– Além das mortes, outra tragédia na Síria são as milhares de prisões desde o começo dos protestos, com várias pessoas desaparecidas.

Os Estados Unidos afirmam que as tropas sírias mataram ao menos 2.200 manifestantes desde que Assad mandou abafar os protestos contra sua família, que ocupa o poder há 41 anos.

Autoridades sírias culpam “grupos terroristas” pelo derramamento de sangue e diz que 500 policiais e soldados foram mortos.

Muitos jornalistas foram expulsos do país.

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