Forças israelenses destroem posto de segurança na Faixa de Gaza

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2001 as 18:19, por: cdb

O Exército de Israel destruiu um posto de segurança na Faixa de Gaza, em mais um bombardeio militar contra territórios palestinos. De acordo com uma testemunha, dois helicópteros Apache lançaram mais de quatro mísseis contra um edifício em Beit Hanoun. O prédio era um posto de comando local para a guarda pessoal do líder palestino, Yasser Arafat, a Força 17.

Não há informações sobre vítimas. De acordo com Israel, a Força 17 está envolvida diretamente em ataques suicidas contra os israelenses, sendo que esse foi o quarto bombardeio do Exército contra a Força 17 em uma semana.

O saldo de vítimas do conflito volta a crescer, depois que duas crianças palestinas, de 3 e 13 anos de idade, foram mortas por ataques israelenses contra Hebron, na Cisjordânia, no início desta semana, sendo que este último ataque do Exército isralense ao posto de segurança em Gaza coincidiu com o encontro de ministros das Relações Exteriores e representantes dos países islâmicos no Catar, no Golfo Pérsico. Os países muçulmanos condenaram os ataques e disseram que Israel “está oprimindo os palestinos”.

A União Européia pediu à Autoridade Palestina que faça mais para conter os militantes, enquanto o enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, Anthony Zinni, continua tentando alcançar um acordo de cessar-fogo para a região. Zinni afirmou que, caso não haja nenhum avanço para acabar com a violência, ele vai encerrar sua missão de paz em 48 horas.

De acordo com informações da BBC, a pressão americana visa Arafat, cuja reação aos grupos militantes islâmicos até agora tem sido considerada por Washington inadequada.

Fontes militares de Israel revelaram que o alvo do bombardeio a Hebron – no início desta semana – no qual as crianças morreram, era o militante do grupo islâmico Jihad Mohammed Sidr, que junto com o Hamas teria planejado uma série de ataques suicidas. Segundo estas fontes, Sidr foi ferido no bombardeio israelense, que destruiu um carro.

Um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que o governo lamenta a morte das duas crianças, mas o gabinete de segurança israelense decidiu intensificar ações contra os militantes islâmicos após o último ataque suicida no domingo – que foi o quinto atentado a bomba em pouco mais de uma semana – onde dez pessoas saíram feridas na cidade de Haifa.

Ao todo, o total de vítimas do lado israelense já chega a 29 cidadãos que morreram nos últimos ataques suicidas em Jerusalém e Haifa.