Forças da Síria combatem militantes perto de Aleppo

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Publicado segunda-feira, 9 de maio de 2016 as 12:00, por: cdb

A intervenção militar da Rússia em setembro tem ajudado o presidente sírio, Bashar al-Assad, a reverter alguns dos ganhos dos rebeldes no oeste do país, inclusive na província de Aleppo

Por Redação, com Reuters – de Beirute:

Forças do governo da Síria e seus aliados enfrentaram insurgentes perto de Aleppo nesta segunda-feira, e aviões de guerra fizeram mais bombardeios no entorno de uma cidade estratégica tomada por rebeldes islâmicos na semana passada, disse um grupo de monitoramento.

Forças do governo da Síria e seus aliados enfrentaram insurgentes perto de Aleppo
Forças do governo da Síria e seus aliados enfrentaram insurgentes perto de Aleppo

A captura de Khan Touman foi um contratempo raro para as forças governamentais na província de Aleppo nos últimos meses, assim como para as tropas aliadas do Irã, que sofreram baixas pesadas nos combates.

Os aviões de guerra continuaram a atacar os arredores da cidade nesta segunda-feira e já realizaram mais de 90 ataques na área desde a manhã de domingo, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres.

A rede de TV Al Manar, do grupo libanês Hezbollah, aliado de Damasco, informou que soldados destruíram um tanque pertencente aos insurgentes e mataram alguns de seus ocupantes.

Khan Touman fica logo ao sudoeste da cidade de Aleppo, que é um dos maiores alvos estratégicos de uma guerra já em seu sexto ano e que passou a maior parte do conflito dividida em zonas sob controle dos rebeldes e do governo.

A intervenção militar da Rússia em setembro tem ajudado o presidente sírio, Bashar al-Assad, a reverter alguns dos ganhos dos rebeldes no oeste do país, inclusive na província de Aleppo.

O Observatório relatou que aviões de guerra atingiram áreas dos rebeldes na cidade no início desta segunda-feira e que estes dispararam bombas em vizinhanças comandadas pelo governo, apesar de Moscou ter anunciado a prorrogação de uma trégua que inclui a cidade de Aleppo.

O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Marc Ayrault, que preside uma reunião de opositores de Assad em Paris, disse que as forças do governo da Síria e seus aliados bombardearam hospitais e campos de refugiados.

– Não é o Estado Islâmico que está sendo atacado em Aleppo, é a oposição moderada – afirmou.

Bombardeio

Um bombardeio turco matou 55 insurgentes do Estado Islâmico no norte da Síria no último sábado à noite, afirmaram fontes militares, em retaliação por semanas de ataques de foguetes contra uma cidade de fronteira turca.

O ataque atingiu as regiões de Suran e Tal El Hisn a norte de Aleppo, bem como Baragidah e Kusakcik, destruindo três instalações de foguetes e três veículos além da morte dos militantes, disseram as fontes no domingo.

No sábado, os ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA na Síria mataram 48 militantes do Estado Islâmico, de acordo com um relatório da agência estatal Anadolu. (História completa)

A cidade fronteiriça turca de Kilis, que fica do outro lado da fronteira do território controlado pelo Estado Islâmico n Síria, tem sido regularmente atingida por foguetes nas últimas semanas.

Kilis é cerca de 60 quilômetros ao norte de Aleppo, maior cidade da Síria e o maior prêmio estratégico em uma guerra civil de mais de cinco anos de cidade.

Estado Islâmico

Homens armados mataram oito policiais à paisana durante a noite na periferia ao sul de Cairo, em um ataque reivindicado por militantes do Estado Islâmico, informou o Ministério do Interior egípcio.

Os quatro agressores pararam ao lado de uma caminhonete e alvejaram um veículo da polícia, fugindo em seguida, informou neste domingo o Ministério.

Os atiradores usavam máscaras, disseram à agência inglesa de notícias Reuters moradores de Helwan, área industrial na orla da capital.

Desde meados de 2013, época que o então chefe do exército Abdel Fattah al-Sisi foi deposto pelo presidente islâmico Mohamed Mursi após protestos em massa, o governo do Egito vem enfrentando uma onda de insurgência que matou centenas de soldados e policiais, a maioria em Sinai.

Em um comunicado em árabe, o Estado Islâmico informou que o ataque em Helwan integrava sua campanha Abu Ali Al-Anbari, que tem visto uma série de atentados e outros ataques no Iraque realizados pelo grupo.