Forças britânicas no Iraque desconhecem paradeiro do jornalista português

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Publicado sábado, 15 de novembro de 2003 as 11:24, por: cdb

As forças britânicas no Iraque desconhecem ainda o paradeiro do jornalista da TSF Carlos Raleiras, raptado sexta-feira de manhã pouco depois de ter passado a fronteira do Iraque num dos três jipes com jornalistas portugueses.

“Continuamos à procura do jornalista, mas ainda não temos indícios sobre o sítio onde possa estar”, disse na manhã deste sábado em declarações à France Press o porta-voz das forças da coligação.

Carlos Raleiras foi raptado há mais de 27 horas por um grupo de indivíduos não identificados que conseguiu fazer parar o jipe onde seguia com a jornalista da SIC, Maria João Ruela, baleada numa perna, e o repórter de imagem da estação de Carnaxide, Rui do Ó.

O carro interceptado fazia parte da caravana de três jipes onde seguiam os nove jornalistas portugueses enviados ao Iraque:

Armando Seixas Ferreira e Vítor Silva (RTP), Miguel Caldeira e Pedro Batista (TVI), Dora Pinto (Rádio Renanscença) e Sofia Lorena (jornal Público).

Ao final da tarde de sexta-feira, um colega de uma jornalista da Euronews, amiga de Carlos Raleiras, conseguiu entrar em contacto com os seqüestradores do enviado especial da estação de rádio portuguesa TSF que pediram um resgate de 50 mil dólares.

Segundo a TSF, as forças britânicas “não querem que o Governo intervenha no caso” e por isso “pediram discrição a Portugal”.