Fome Zero recebe menção positiva da ONU no RDH

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Publicado terça-feira, 8 de julho de 2003 as 11:01, por: cdb

Vive-se mais no Brasil e um maior número de brasileiros teve acesso à escola nos últimos 30 anos. É o que informa o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) de 2003, divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O estudo mede comparativamente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 175 países. Os principais argumentos usados são a longevidade, educação e renda. Nos dois primeiros itens o Brasil melhorou, o que lhe rendeu um salto de 16 pontos no ranking mundial, ocupando a 65ª posição.

A distribuição de renda, no entanto, continua desigual. No relatório, o Brasil encontra-se abaixo da média mundial no índice que mede a desigualdade de renda. Quanto mais próximo ao índice 1, mais perto da desigualdade absoluta. Enquanto a média dos países é de 0,61, a do Brasil ficou em 0,66.

A maior evolução da economia aconteceu entre as décadas de 70 e 80. Nesse período, conhecido como a década do milagre econômico, o país saltou dez posições devido ao incremento do Produto Interno Bruto por pessoa. Já os resultados de longevidade e educação tiveram fraco desempenho no período.

Na década de 90, o Brasil voltou a crescer, mas desta vez com destaque para a educação e a longevidade. Entre 1990 e 2001, a taxa de alfabetização de adultos cresceu de 82% para 87,3%. No mesmo período, as matrículas de crianças de 7 a 14 anos no ensino fundamental atingiram 97%, crescendo onze pontos percentuais.

As melhorias também foram notadas no ensino médio, que registrou aumento de 15% para 71%. De 1999 a 2001, a taxa de matrícula, nos três níveis de ensino no Brasil, cresceu de 92,9% para 95,1%. A redução da mortalidade infantil também ajudou o país a melhorar seu IDH.

A esperança de vida dos brasileiros cresceu de 67,6 anos para 67,8 anos.

No relatório do PNDU, o Brasil tem o mesmo índice de renda da média mundial e está pouco acima da América Latina. O país também supera a média dos 175 países pesquisados em educação, mas fica abaixo da média latino-americana em esperança de vida.

O programa Fome Zero é apontado no estudo como um exemplo de política social a favor da primeira meta do milênio. A denominação foi estabelecida como parâmetro da diminuição da pobreza mundial.

O recém-lançado programa do governo federal é mencionado no relatório como uma iniciativa positiva que deve ser encorajada e sustentada, pois o apoio e mobilização obtidos numa campanha como essa são importantes para a conquista das metas do milênio.

A política de combate à Aids do Ministério da Saúde também é citada como bom exemplo no documento do PNDU. O programa atendeu só em 2001 115 mil pacientes, o que reduziu as mortes de doentes pela metade. Também aumentou a expectativa de vida dos portadores do vírus HIV, reduzindo o aparecimento de doenças infecciosas de 80% para 60%.

Com o método, o Brasil economizou US$ 422 milhões, entre 1997 e 1999, com a redução das internações hospitalares e gastos com medicamentos.

As oito Metas de Desenvolvimento do Milênio fazem parte da declaração do milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), adotadas por 189 países membros, no dia 8 de setembro de 2000.

São elas: a Erradicação da Pobreza e da Fome; Ensino básico universal; Igualdade entre os sexos e autonomia da mulher; Redução da mortalidade infantil; Melhoria da saúde materna; Combate à Aids, Malária e outras doenças; Sustentabilidade ambiental e Parceria ambiental para o esenvolvimento.