Flu perde de virada em Belém

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Publicado sábado, 9 de novembro de 2002 as 19:09, por: cdb

Sem contar com sete titulares, incluindo as estrelas do time Romário e Beto, o Fluminense não suportou a pressão no Mangueirão e perdeu de 3 x 2 para o Paysandu, na tarde deste sábado, no Mangueirão.

Com o resultado, o Fluminense fica mais longe da classificação, pois cai para a 10a colocação, com 34 pontos em 23 jogos. Já o Paysandu, afasta o perigo de rebaixamento, chegando ao 16o lugar, com 28 pontos.

No início do jogo, porém, tudo indicava o contrário. A torcida do Papão, conhecida por impor muita pressão em casa, não teve tempo nem de aquecer. Logo aos 5min, Andrei deixou o Tricolor em vantagem com um gol de falta, após Tinho derrubar Roni na entrada da grande área.

Em desvantagem, o time da casa saiu para o ataque, deixando espaços para os contra-golpes do Fluminense. Aos 10min, Zada lançou Roni, livre de marcação na grande área, mas o juiz Leonardo Gaciba marcou impedimento. Erro da arbitragem, pois o atacante estava na mesma linha do zagueiro adversário.

Cinco minutos depois, foi a vez de o Paysandu ser prejudicado pela arbitragem. Wélber, em posição legal, recebeu na grande área e bateu de primeira no canto direito do goleiro Kléber. Mais uma vez Gaciba errou ao assinalar impedimento.

Após marcar o gol, o Fluminense recuou e o Papão se aproveitou do espaço no meio-campo. O gol de empate, porém, aconteceu num lance polêmico, no final do primeiro tempo. Numa cobrança de falta de Souza, o árbitro marcou pênalti a favor do time da casa, alegando toque de mão do volante Marciel, que estava na barreira.

Os jogadores do Fluminense se revoltaram com o pênalti, que Souza converteu aos 43min, levando a torcida à loucura no Mangueirão. No intervalo do jogo, o goleiro Kléber deu sua versão do lance, afirmando que a bola tocou na mão do meia Jóbson, do Paysandu, e depois na de Marciel.

No segundo tempo, o time carioca adiantou a marcação, dificultando o toque de bola do adversário. O Tricolor teve boa chance de ampliar o placar aos 8min, numa cabeçada do zagueiro César, após escanteio cobrado da esquerda. Aos 10min foi a vez de o Fluminense levar susto, numa cobrança de falta de Wélber.

Aos 20min, o técnico Renato Gaúcho decidiu partir para o tudo ou nada e, mesmo muito desfalcado, abandonou o esquema com três zagueiros os lançar o meia Carlos Alberto no lugar de Augusto.

O castigo veio aos 25min, quando o zagueiro Andrei foi desarmado por Zé Augusto, que foi à linha de fundo e cruzou para Rato fazer 2 x 1. No lance seguinte, Jóbson fez falta violenta em Yan e foi punido com cartão vermelho.

Ao sair de campo, o meia do Paysandu discutiu com o Renato Gaúcho, que também acabou sendo expulso. Como já virou rotina no Mangueirão, a polícia se postou na beira do campo, intimidando os jogadores do Tricolor.

Com um homem a mais, o Fluminense foi todo para o ataque. Mas foi o Papão quem voltou a marcar, aos 38min, com Marcão, que driblou o goleiro Kléber e entrou no gol com bola e tudo.

O Tricolor, no entanto, não se dava por vencido, e insistia no ataque. Aos 44min, Fábio Bala diminuiu a diferença no marcador, após receber cruzamento de Andrei da esquerda e tocar de cabeça.

PAYSANDU 2 x 3 FLUMINENSE

Paysandu
Marcão; Marcos, Tinho, Sérgio e Souza; Wélber (Rogérinho), Vânderson, Sandro e Jóbson; Vandick (Zé Augusto) e Balão (Rato)
Técnico: Hélio dos Anjos

Fluminense
Kléber; César, Zé Carlos (Fábio Bala) e Andrei; Jancarlos, Augusto (Carlos Alberto), Marciel, Zada (Yan) e Marquinhos; Roni e Magno Alves
Técnico: Renato Gaúcho

Data: 9/11/2002 (sábado)
Local: estádio Mangueirão, em Belém
Juiz: Leonardo Gaciba (RS)
Cartões amarelos: Zada, Tinho, Vânderson, Zé Carlos, Jóbson e Andrei
Cartão vermelho: Jóbson
Gols: Andrei, aos 5min e Souza, aos 43min do primeiro tempo; Rato, aos 25min, Marcos, aos 38min e Fábio Bala aos 44min do segundo tempo