Fiscais suspeitos no Rio não sofreram punição

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Publicado sábado, 22 de fevereiro de 2003 as 10:12, por: cdb

Nenhum dos fiscais supostamente acusados de corrupção em Campos (a 278 Km do Rio), em 1999, responderam a processos judiciais ou administrativos.

Anteontem, em nota oficial, o ex-governador Anthony Garotinho (PSB) afirmou que o então secretário de Fazenda, Carlos Antonio Sasse, deixou o governo “por se recusar a demitir fiscais”.

Todos trabalham normalmente na fiscalização do Estado e alguns ainda continuam na Inspetoria da Fazenda daquele município.

A suposta denúncia contra os fiscais, levantada pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campos, motivou a exoneração de Sasse. Na época, ele alegou que não havia provas contra os fiscais. O então governador Anthony Garotinho (PSB) suspendeu a fiscalização em Campos e afastou parte dos 30 fiscais da inspetoria.

Em outubro de 1999, um mês após a saída de Sasse, o número de multas em Campos caiu 37%.

Três anos e meio após a denúncia vir a público, a Secretaria de Fazenda não instaurou sindicância interna para apurar, como a legislação obriga.

O ex-assessor de informática da Secretaria Estadual de Fazenda David Birman disse ontem que o fiscal Rodrigo Silveirinha Corrêa o procurou “transtornado” e pediu que ele cuidasse de sua família, mas negou ter ouvido a confissão de Silveirinha sobre a existência de contas na Suíça.

Birman depôs ontem na CPI do “Propinoduto”. A confissão teria sido ouvida por Birman, segundo os ex-secretários de Fazenda Carlos Sasse e Fernando Lopes, ouvidos anteontem pela CPI.