Fifa: Chung Mong-Joon diz que pode ser suspenso por comitê de ética

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Publicado terça-feira, 6 de outubro de 2015 as 11:54, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Seul/Zurique:

O sul-coreano Chung Mong-Joon disse que pode ser suspenso por 15 anos pelo comitê de ética da Fifa, em uma tentativa de “sabotar” sua campanha à presidência da federação internacional de futebol, mas negou qualquer ação ilegal e prometeu continuar com sua candidatura.

Candidato à presidência da Fifa Chung Mong-Joon durante evento em Seul
Candidato à presidência da Fifa Chung Mong-Joon durante evento em Seul

Em entrevista coletiva a jornalistas em Seul nesta terça-feira, Chung leu um comunicado de nove páginas sobre as acusações contra ele, as quais disse se tratar de um esquema para “impedi-lo de concorrer à presidência da Fifa”.

– A razão fundamental pela qual estou sendo alvo é que fui direto à estrutura de poder existente na Fifa – disse Chung.

Por conta de regras de confidencialidade, o comitê de ética da Fifa não comentou sobre o caso de Chung e não houve resposta imediata aos comentários desta terça-feira.

Chung disse que foi acusado de violar seis artigos do Código de Ética da Fifa, os quais disse seram parte de seu “apoio” à candidatura sul-coreana para receber a Copa do Mundo de 2022 e sua proposta para iniciar o Fundo Global do Futebol.

– O comitê de ética não está me acusando por ofensas criminais, e não está me acusando por ‘suborno’, ‘corrupção’, ou ‘conflito de interesses’ – disse.

Chung disse que suas propostas para o início do Fundo Global do Futebol estavam de acordo com as regras da Fifa no momento e já foram investigadas e esclarecidas.

Xeique Salman

Um dos maiores apoiadores da campanha de Michel Platini para presidir a Fifa, o xeique Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, do Barein, pode decidir concorrer ele mesmo se uma investigação da Suíça atrapalhar a candidatura do francês, disseram duas fontes à agência inglesa de notícias Reuters.

O xeique Salman, chefe da Confederação Asiática de Futebol, havia endossado com entusiasmo a escolha do presidente da Uefa para o comando da entidade que governa o futebol mundial após a irrupção de um escândalo de corrupção em maio, o pior dos 111 anos da entidade.

Mas na sexta-feira passada o próprio Platini se viu envolvido em um inquérito suíço sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito a ele em 2011 pelo veterano presidente da Fifa, Joseph Blatter, que passou a ser investigado por má administração e apropriação indevida de fundos.

Tanto Platini, ex-jogador da seleção francesa, quanto Blatter, cidadão suíço, negam qualquer irregularidade no caso.

Klaus Stoehlker, confidente e ex-conselheiro de Blatter, disse à Reuters que acredita que Salman está “analisando cuidadosamente a situação sobre a eleição da Fifa”, mas que ainda não tomou uma decisão sobre concorrer ou não.

Reportagens da mídia do Catar insinuaram que Salman pode participar da votação de fevereiro em Zurique se Platini retirar sua candidatura.

Platini perde assessor

O presidente da Uefa, Michel Platini, que está envolvido em uma investigação sobre um pagamento feito a ele pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, perdeu os serviços de um de seus principais assessores.

A Uefa, entidade que controla o futebol europeu, disse na última quinta-feira que Kevin Lamour, chefe de gabinete do presidente, vai tirar uma licença.

Um porta-voz da Uefa afirmou que a decisão de Lamour não tinha qualquer relação com a investigação suíça sobre o pagamento feito por Blatter a Platini em 2011.

– Estava acordado há vários meses que Kevin iria tirar uma licença no final de setembro, após a reunião do comitê executivo em Malta – disse o porta-voz. “A duração da licença ainda não foi confirmada.”

Embora a saída de Lamour não tenha ligação com a investigação e ao processo que envolve Platini, o fato deixa o francês sem um assessor de confiança em um momento difícil.

Platini, que nega qualquer irregularidade, é candidato a substituir Blatter como presidente da Fifa na eleição de fevereiro.