FHC diz que nunca pagou despesa pessoal com dinheiro público

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Publicado quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 as 20:46, por: cdb

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encaminhou nesta quinta-feira mensagem ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), destinada aos tucanos, defendendo a instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o uso dos cartões corporativos. FHC afirma que ele e sua família nunca usaram recursos públicos para o pagamento de despesas pessoais.

Na mensagem, FHC afirma que tendo sido veiculado que setores do seu partido estariam preocupados com os desdobramentos da CPMI em relação a gastos públicos ocorridos no período do seu governo e, em particular, despesas feitas por ele e sua família, não há motivos para “qualquer preocupação nesse sentido”.

Leia a íntegra da mensagem, encaminhada por e-mail no início da tarde desta quinta-feira e lida no final da tarde no Plenário do Senado:

“Tendo sido veiculado pela mídia que setores do PSDB estariam preocupados com desdobramentos da CPI sobre os cartões corporativos ou outras formas de gasto público no período de meu governo e, em particular, despesas incorridas por mim ou por membros de minha família, desejo informar-lhe, e pedir que transmita a nossos companheiros, que não vejo motivos para qualquer preocupação nesse sentido.

Nem eu nem minha família jamais usamos recursos públicos para sufragar nossas despesas pessoais. Quanto aos gastos normais da máquina pública, inclusive no que diz respeito aos incorridos na manutenção dos palácios, nunca foram objeto de determinações específicas nossas. Se, eventualmente, não seguiram as regras e trâmites normais, é bom que isso seja identificado e esclarecido, para que os erros não se repitam.

As poucas despesas cuja publicidade podem afetar realmente a segurança das pessoas são submetidas aos órgãos de controle contábil do governo, e, sob condição, não há razão para que o Congresso deixe de tomar conhecimento delas. Todas as demais podem ser investigadas sem maiores inconvenientes ou restrições, desde que não haja má fé, predisposição para desmoralizar nem divulgação de boatos sem fundamento.

Desejo que o PSDB colabore para que a CPI em causa, além de desvendar equívocos eventualmente ocorridos e falhas nos processos de controle, ajude a coibir abusos e a determinar o que é e o que não é legítimo no uso dos recursos governamentais, a fim de evitar a confusão, infelizmente tão freqüente entre nós, entre o público e o privado.”