FBI descobre novas pistas sobre os ataques com antraz em 2001

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado domingo, 11 de maio de 2003 as 13:24, por: cdb

O FBI (polícia federal dos Estados Unidos) descobriu pistas que podem levar aos autores dos ataques com antraz em 2001, quando cinco pessoas morreram depois de receber correspondência contaminada.

Segundo o jornal The Washington Post, investigadores do FBI acharam em um reservatório de Frederick (Maryland, leste), situado perto de um laboratório militar, uma pipeta e material envolvido em plástico, luvas e uma caixa similar à utilizada para manipulação de produtos altamente tóxicos.

Alguns investigadores acham que o autor pode ter introduzido o bacilo nos envelopes utilizando a caixa de manipulação recentemente descoberta.

O jornal diz que o FBI planeja nos próximos meses proceder ao esvaziamento dos reservatórios de Frederick. As últimas descobertas renovaram o interesse dos investigadores federais por Steven Hatfill, um ex-especialista em bioterrorismo que trabalhou no laboratório militar de Frederick. O Departamento de Justiça o havia assinalado como uma “pessoa de interesse” para a investigação, apesar de, no momento, não ter sido acusado de nada.

O cientista, que sempre alegou inocência, recebeu treinamento como mergulhador e em medicina submarina. Segundo o jornal, seu advogado classificou de “elucubração” a mais recente teoria do FBI e reafirmou a inocência de seu cliente.

Até agora, depois de 18 meses de investigação, o FBI não havia descoberto elementos capazes de identificar os autores do ataque com antraz que causou pânico nas semanas que se seguiram aos atentados de 11 de setembro.

Na ocasião, vinte pessoas ficaram intoxicadas, principalmente nos centros de distribuição de correspondência, em ataques que visavam principalmente representantes parlamentares.

Os prédios do Congresso em Washington e o principal centro de distribuição de correspondência da capital americana tiveram de ser fechados durante várias semanas para conseguir sua total desinfecção.