FBI confirma que bactéria do antrax foi manipulada em laboratório nos EUA

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Publicado quarta-feira, 10 de outubro de 2001 as 16:29, por: cdb

Investigadores acreditam que a linhagem da bactéria de antrax que matou um homem no estado norte-americano da Flórida e contaminou outro foi fabricada em um laboratório do estado de Iowa, há meio século, disseram fontes à CNN, nesta quarta-feira.

Os investigadores advertiram, no entanto, sobre o fato de os testes confirmando suas suspeitas ainda não terem sido concluídos, acrescentaram as fontes.

Caso essa tese prevaleça, as autoridades podem abrir um processo criminal para determinar quem foi o responsável por enviar a bactéria para o prédio da companhia American Media Inc., em Boca Raton, onde ocorreram os dois casos na última semana.

Robert Stevens, o editor de fotografia de um tablóide de supermercados, morreu na sexta-feira passada, vítima de inalação de antrax. Um colega, não identificado, ficou também exposto à bactéria, de acordo com exames médicos.

Investigadores disseram que a bactéria que infectou Stevens era da mesma linhagem do antrax detectado no segundo funcionário. Amostras da bactéria foram também encontrados no teclado do computador de Stevens.

Quando a linhagem de antrax foi produzida, nos anos 1950, disseram as fontes, os cientistas estudavam a criação artificial da bactéria para fins de pesquisa.

Mas o que aconteceu desde então, até o suposto aparecimento dessa linhagem no prédio em Boca Raton, é o mistério que os investigadores tentam desvendar.

As fontes não identificaram o laboratório em Iowa onde a bactéria teria sido desenvolvida nem sabem se as instalações continuam em operação.

De imediato, não foi estabelecida nenhuma ligação entre os acontecimentos na Flórida e os atentados terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington.

Notícias sobre possível descoberta de antrax em outras áreas da Flórida e também no estado de Virginia, nos últimos dias, foram desmentidas pelas autoridades.