Favoritas desfilam nesta segunda-feira no Rio

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Publicado segunda-feira, 3 de março de 2003 as 10:53, por: cdb

O desfile das escolas de samba desta segunda-feira no Rio terá quatro das que sempre estão entre as favoritas: Mangueira, campeã do ano passado, Beija-Flor, Mocidade Independente de Padre Miguel e Imperatriz Leopoldinense. E não faltarão brilho nem polêmica no Sambódromo, por onde passarão também a Tradição, a Unidos da Tijuca e a Porto da Pedra.

A festa será aberta pela Tradição, às 21h, com uma homenagem ao artilheiro Ronaldinho e às cinco Copas do Mundo conquistadas pela seleção brasileira. Apesar de ter contribuído financeiramente para a escola, o craque não confirmou participação. Jogadores que participaram dos cinco títulos mundiais foram convidados pela escola e são esperados, entre outros, os capitães de 1994, Dunga, e de 2002, Cafu.

Em seguida vem a Mangueira, a mais popular, com o enredo “Os dez mandamentos – o samba da paz canta a saga da liberdade”. Um dos destaques da coreografia é que uma ala representando o Mar Vermelho vai se abrir para a passagem de outra ala, a dos hebreus, simbolizando a fuga do Egito, conforme contada na Bíblia.

A religião continuará na Sapucaí com a Beija-Flor, que deve entrar por volta das 23h. Depois da má reação da Igreja Católica, a escola desistiu de colocar armado, na avenida, o ator que representará Jesus. Mas Cristo aparecerá duelando com o Diabo. A escola de Nilópolis mostrará Adão e Eva negros e um enorme boneco do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em homenagem à luta contra a fome.

Bons propósitos também tem a Mocidade, penúltima a desfilar, que quer incentivar a doação de órgãos com o enredo “Para sempre no seu coração – carnaval da doação”. Entre as atrações está a comissão de frente formada por malabaristas em rodas de metal de mais de três metros de altura e aquários gigantes, com mergulhadores nadando dentro.

A Imperatriz Leopoldinense, que com a carnavalesca Rosa Magalhães sempre faz apresentações tecnicamente impecáveis, este ano quer, além disso, empolgar o público ao encerrar o desfile das escolas de samba.

Para isso, usará muitas cores para contar seu enredo sobre a história da pirataria, englobando dos saqueadores dos mares aos copiadores de CDs.

A Unidos da Tijuca, que entrará no início da madrugada, homenageia a África e conta a história da influência do Brasil no continente.

Ex-escravos no Brasil, ao voltarem à sua terra no Golfo do Benin, nos séculos XVIII e XIX, levaram para lá, por exemplo, a tradição do carnaval.

Já a Porto da Pedra, que desfila em seguida, escolheu mostrar, com abordagem social, o cotidiano das ruas do Rio, desde os tempos do Brasil Colônia até os dias atuais, com as ruas cheias de mendigos, menores abandonados e camelôs.