Família de brasileiro morto na Inglaterra não acredita em suicídio

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Publicado sábado, 6 de dezembro de 2003 as 13:58, por: cdb

 A família do brasileiro Edson Viana de Moraes, de 27 anos, encontrado morto em um quarto onde morava na cidade de Brighton, na Inglaterra, desconfia de que o ajudante-geral tenha sido vítima de um assassinato. Ele trabalhava há dois anos em um restaurante e foi encontrado morto com quatro golpes de faca no tórax no dia 12 de novembro. O corpo do brasileiro chegou na manhã desta sexta ao Aeroporto de Guarulhos e foi levado para Jacareí, no Vale do Paraíba, onde moram os familiares.

Segundo a irmã da vítima, Ivete Rodrigues Maia, seu irmão estava na Inglaterra de forma clandestina e planejava voltar para o Brasil em 2004. “Faltava pouco para ele juntar 30 mil reais e voltar logo”. De acordo com Maia, o inquérito da polícia do governo inglês afirma que Moraes se suicidou.

-Impossível alguém conseguir desferir quatro facadas contra si mesmo. Acreditamos que ele tenha sido assassinado e é este mistério que temos que desvendar- afirmou a irmã.

A Embaixada do Brasil na Inglaterra conseguiu avisar a família somente no dia 18 de novembro. “Queriam cremar meu irmão como indigente”. A família desconfia de que ele tenha sido vitima de homicídio, principalmente porque os documentos dele sumiram e o passaporte brasileiro também.

 -Tudo ainda é um mistério, mas meu irmão não se mataria, estava feliz, querendo voltar logo pra nós.- disse . 

Na Inglaterra desde 1999, Moraes tentava permanecer naquele país para juntar dinheiro e retornar ao Brasil. Depois de um ano e sem conseguir visto para permanência, ele comprou um passaporte português falso com o nome de Eduardo Costa Viana. Amigos da vítima contaram que ele havia sido intimado pelo governo inglês a comparecer naquela semana para explicar sua permanência no país.

Revoltada, a família quer agora que um novo laudo sobre a causa da morte seja realizado pela polícia técnica brasileira.

-Ele era um brasileiro, tem direito a isso. E não vamos enterrar o corpo antes deste laudo-afirmou a irmã.