FAB revela em oficio conversa sobre OVNI

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Publicado segunda-feira, 10 de setembro de 2001 as 16:37, por: cdb

No Brasil, o interesse militar e governamental pelo tema OVNIs nunca foi oficialmente admitido. Salvo algumas raras exceções, ligadas a ocorrências específicas e assim mesmo registradas apenas em declarações oficiosas ou entrevistas de militares facilmente desmentidas, nos documentos liberados ao público e nas notas oficiais, para a Força Aérea Brasileira, encarregada da defesa do espaço aéreo do Brasil, OVNI não existe e não há departamento responsável pela matéria.

No entanto, novos fatos trazidos ao conhecimento público vêm desmontando essa fachada. O portal sobre ufologia denominado Vigília (http://www.vigilia.com.br) apresentou recentemente um novo documento que comprova o interesse e o acompanhamento militar – ainda que de forma sigilosa – do tema. Mais do que isso, a peça mostra o lado da realidade concreta de um fenômeno desconhecido.

Trata-se do Ofício CHF/S-0222, de 13 de junho de 1989, emitido pelo então chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP), Coronel Aviador Hélio Pereira Rosa. O documento havia sido preparado para o Núcleo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, o (Nucomdabra, precursor do Comdabra, apenas Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro).

O ofício faz referência à rádio comunicação RD 46/CRIP/0405/89 e à transcrição do diálogo entre o controlador de vôo e o comandante de uma aeronave civil ocorrido no dia 30 de maio daquele mesmo ano, ambos com cópia anexa.

A RD citada é uma espécie de circular. Com carimbos da 2ª Seção do IV Comando Aéreo Regional de São Paulo, IV COMAR, e as palavras “Criptografia” e “Secreto”, o documento orienta os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindactas 1 e 2), assim como os Serviços Regionais de Proteção ao Vôo, a remeterem ao Nucomdabra todos os documentos “pertinentes OVNI”, bem como comunicar à organização toda informação referente ao assunto.

Assim, seguindo as instruções da RD, o chefe do SRPV-SP repassou em seu ofício informações intrigantes. Depois de uma introdução explicando qual seu conteúdo, o documento informa que “tem sido freqüente a visualização na tela do radar do APP-SP, durante o período noturno, de alvo radar de origem desconhecida, aparentemente sobre a mesma região, entretanto sem comprovação visual por parte de aeronave”. APP-SP é a sigla, em inglês, para Controle de Aproximação de São Paulo. A região mencionada é a cidade de Americana, no interior de São Paulo.

COMPROVAÇÃO

Realmente não havia comprovação até aquela data. Mas a transcrição mudaria isso. E sua revelação passa a constituir para a Ufologia uma prova documental da existência de pelo menos um episódio concreto de detecção radar de um objeto insólito simultaneamente ao contato visual por parte de um observador experiente, ocorrência que vem sendo desmentida nas declarações oficiais da Força Aérea Brasileira nos últimos anos. É a prova cabal de que o fenômeno, de origem ainda desconhecida é real.

O QUE DIZ O DOCUMENTO

A transcrição tem início às 6h28 “Zulu”, uma escala horária mundial que equivale a 3h28 no horário de Brasília. O trecho transcrito destaca o momento em que o operador do APP-SP questiona uma aeronave próxima da região de Americana na tentativa de conseguir confirmação visual de um objeto voador não identificado que, segundo suas próprias palavras, “já estava ali há um bom tempo”.

Após as primeiras negativas do comandante, finalmente o vôo Marília 573, da empresa TAM, consegue contato visual.

TAM 573: — Oká. Agora posição… quatro horas, aproximadamente quatro milhas, o Cinco Sete Três avista um forte clarão, Positivo?? Ééé, por hora… uma luz normal, por hora um pouco esverdeada positivo? Ela aparece e desaparece momentaneamente. APP-SP: — Positivo Cinco Sete Três. Afirmativo. Está exatamente na posição reportada.

É o que diz o piloto no exato momento em que consegue encontrar o motivo de tanta curiosidade do controlador.

A intermitência no radar coincide com a interm