F-1 muda regras para paralisação de corridas

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Publicado sábado, 11 de setembro de 2004 as 11:12, por: cdb

Os organizadores da Fórmula 1 poderão suspender e recomeçar corridas atrás do safety car ano que vem, para reduzir o risco de pneus estourados causados por perigosas partes dos carros que ficam na pista depois de acidentes.

O diretor técnico da Ferrari, Ross Brawn, disse no GP da Itália que duas importantes iniciativas de segurança foram tomadas.

“Ano que vem, vamos poder suspender uma corrida atrás do safety car, então quando ele entrar na pista para liderar o grupo de carros, ele dá uma volta e pode parar”, disse Brawn em coletiva de imprensa organizada pelo fabricante de pneus Bridgestone.

“O cronometro continua correndo, mas os carros param no grid de largada ou em qualquer outro lugar apropriado.”

O diretor da Ferrari disse que depois a pista poderia ser limpada antes do recomeço da corrida, levando os carros aos pit stops após uma volta. “Isso significa que temos a oportunidade de verificar os pneus, e ter certeza que eles estão ok, e cobertores especiais serão colocados neles para manter a temperatura e pressão. Acho que no caso de um acidente grave, quando há dejetos na pista, essa é a forma mais segura”, afirmou o diretor da Ferrari.

A Fórmula 1 tem tido sérios acidentes causados por pneus estourados este ano, como o que deixou o alemão Ralf Schumacher ausente das últimas cinco corridas antes de Monza por causa de um grave acidente em Indianápolis em junho. Fibras de carbono usados na construção dos carros podem se tornar afiadas lascas depois de um acidente, sendo letais se um piloto for perfurado a mais de 340 km/h.

“Se o safety car estiver na pista por acidentes fora da pista, claro que aí ele não vai parar porque não será preciso”, explicou Brawn.

Atualmente, os GPs são interrompidos quando sobe a bandeira vermelha e os carros largam do grid, a menos que a corrida seja declarada terminada.

O britânico disse que a organização da Fórmula 1 também pediu para as equipes buscarem diferentes formas de produzir a carcaça de seus carros para que eles não deixem dejetos na pista caso haja um acidente.

“Os primeiros testes são bem promissores. Tanto nós quanto a Williams temos feitos experiências onde usamos os mesmos materiais, mas basicamente os cobrimos com um muito rígido e forte material como Xylon ou Kevlar. E parece que tem reduzido a emissão de dejetos de forma considerável.”

Brawn disse que as equipes estão buscando novos métodos na carenagem frontal, no interior e em outros itens.