Exportações de produtos manufaturados caem para 0,73% entre

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Publicado domingo, 21 de outubro de 2012 as 15:12, por: cdb
As exportações brasileiras perdem espaço na proporção das vendas mundiais

As exportações brasileiras perdem espaço na proporção das vendas mundiais, principalmente os produtos manufaturados, de maior valor agregado. No período entre 2005 e 2011, esse tipo de exportação caiu de 0,85% para 0,73%.

O país só mantém a estabilidade no ranking de maiores vendedores internacionais por causa do crescimento das exportações de produtos básicos (commodities). É o que revela estatística do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre números da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ao analisar dados de 2005 a 2011, o Iedi constatou que, depois da crise financeira de 2008, coube ao Brasil o papel de “mercado dinâmico” para as vendas de países que souberam preservar condições de agressividade como exportadores. De 28º no ranking dos países que mais compraram, em 2005, o país evoluiu para o 21º lugar no ano passado, quando importou o equivalente a US$ 237 bilhões, passando de uma participação de 0,72% para 1,3% das compras totais do mercado mundial.

Enquanto isso, o Brasil manteve patamar similar, de 23º para 22º lugar no ranking das exportações globais, com vendas de US$ 256 bilhões no ano passado, o que correspondem à participação de 1,4% das vendas totais, contra participação de mercado de 1,3% em 2005. O nível foi mantido com o aumento de vendas de produtos básicos – agropecuários e minerais, principalmente – enquanto as exportações de produtos manufaturados caíram, no período, de 0,85% para 0,73% na participação mundial.

Em contrapartida, as importações manufaturadas mais que dobraram  no período em análise. O Brasil comprava apenas o equivalente a 0,69% das vendas mundiais de máquinas e equipamentos, em geral, e, no ano passado, essa participação aumentou para 1,37%. De 31º no ranking dos países que mais importavam produtos manufaturados, em 2005, o país evoluiu para 21º e, de 27º lugar dentre os  países que mais vendiam tais produtos, naquele ano, caiu para 30%.

A análise técnica do Iedi ressalta que a inserção brasileira no comércio mundial está atrelada a mudanças na concorrência internacional, que ficou mais restritiva depois de 2008. Somado a isso, fatores domésticos como a valorização do real e outras condicionantes da baixa competitividade brasileira concorreram para o aumento das importações e redução da posição nacional no mercado externo.

O Iedi destaca a importância das medidas que o governo vem adotando para a proteção do câmbio, para a redução de impostos e diminuição de custos, como a anunciada redução da tarifa de energia elétrica, investimentos em logística e facilidades de financiamento. As ações são relevantes e precisam ser mantidas, segundo o Iedi, pois seus efeitos só se farão sentir a médio e longo prazo.