Explosões atingem hotéis na fronteira de Egito e Israel

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 7 de outubro de 2004 as 19:42, por: cdb

Uma forte explosão atingiu na quinta-feira um hotel egípcio frequentado por turistas israelenses no balneário de Taba, na fronteira com Israel, matando dezenas de pessoas. Outras duas explosões foram registradas pouco depois em dois balneários na península de Sinai, também no Egito.

Segundo a imprensa israelense, a explosão em Taba teria sido causada por um carro-bomba. Pelo menos 30 pessoas morreram na explosão do hotel Hilton, que fica a poucos metros da fronteira, segundo declarações de fontes egípcias a uma TV árabe. A outras duas explosões que ocorreram logo depois foram em Nueiba e Ras al-Sultan.

A imprensa israelense disse que o Hilton está em chamas e que dez andares desabaram. Equipes israelenses de resgate estão a caminho.

Segundo fontes de um hospital de Taba, cerca de 100 pessoas feridas foram levadas ao hospital.

– Ouvi uma enorme explosão. A parede perto de mim desabou, e as pessoas começaram a correr. Houve muitas vítimas –  disse o israelense Yigal à Rádio do Exército de seu país – A explosão foi do lado de fora. Algumas pessoas disseram que foi a explosão de um botijão de gás, outras disseram que foi um atentado terrorista. Há muita gente caída. Há muito sangue, muitos gritos.

As autoridades israelenses já haviam alertado turistas sobre os riscos de visitar balneários egípcios do mar Vermelho, que poderiam ser alvo de homens-bomba palestinos ou de outros militantes islâmicos.

Milhares de israelenses estão na península do Sinai, Egito, neste feriado prolongado do Sukkot. Testemunhas disseram que também havia muitos russos no hotel.

Importantes fontes israelenses de segurança disseram suspeitar de um “ataque terrorista”. “Não temos certeza absoluta, mas é o que parece”, afirmou uma delas.

As rádios informaram sobre as explosões nos balneários de Nueiba e Ras al-Sultan, dezenas de quilômetros a sudoeste de Taba, onde fica o Hilton.

A península do Sinai foi ocupada por Israel entre 1967 e 79, quando Israel e Egito firmaram um acordo de paz — até hoje, o Cairo é um dos poucos governos árabes que mantêm relações com o Estado judeu.

Bombeiros e ambulâncias de Israel sofreram um atraso inicial, mas acabaram sendo enviados para Taba. Fontes do gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon disseram que ele entrou em contato com autoridades egípcias para garantir que as equipes de emergência seriam autorizadas a cruzar a fronteira.

Centenas de israelenses foram mortos em atentados suicidas nestes quatro anos de conflito com os palestinos. Os balneários egípcios continuam muito populares entre os turistas de Israel, apesar da forte animosidade entre as populações dos dois países.