Explosão em Tolouse: 18 mortos e 650 feridos

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Publicado sexta-feira, 21 de setembro de 2001 as 17:25, por: cdb

O primeiro-ministro francês Lionel Jospin anunciou que estão sendo investigadas as causas da explosão nesta sexta-feira numa fábrica petroquímica em Toulouse, sul da França, que matou pelo menos 15 pessoas e feriu 180 espalhando desolação na ampla superfície coberta pelo complexo fabril.

“Foi instalada investigação judicial para se saber se foi um acidente, ou não”, explicou o primeiro-ministro, depois de visitar a área.

A desolação reinava no local onde funcionava o parque fabril, situado no subúrbio sudoeste de Toulouse, que fabricava, entre outros produtos, combustível para o foguete Ariane.

Estruturas metálicas e escombros enchem o local, telhados e as vidraças de casas e prédios vizinhos foram pulverizados, os restos e os escombros cobrem os arredores e as estradas estão cobertas de pó.

“Houve gente que achava que se tratava de um bombardeio”, comenta um bombeiro que, observando em seguida a calma que se seguiu, acrescenta: “é como se a vida tivesse parado”.

A calma é interrompida apenas por um balé de helicópteros e pelo movimento de caminhões e gruas que rebocam veículos abandonados no vizinho boulevard periférico.

Duas horas depois da explosão ainda podia se sentir, no ar, o odor da impressionante nuvem de amoníaco que foi liberada com a explosão e que levou num primeiro momento as autoridades a ordenar aos moradores que ficassem em suas casas até ser confirmado que não havia perigo.

Nas ruas que levam ao local da explosão, as pessoas caminhavam sem dar mostras de medo, havia engarrafamentos nas avenidas da cidade e o tráfego aéreo, que havia sido suspenso, foi finalmente restabelecido.

A fábrica AZF fazia parte dos 1.250 sítios industriais franceses “de Seveso” nome que homenageia a comuna italiana desse nome assolada por um terrível escapamento de dioxina em 1976.

São fábricas que apresentam ameaças graves para o meio ambiente em caso de acidente, como o ocorrido nesta sexta-feira. O primeiro-ministro Lionel Jospin declarou que “algo muito grave acaba de produzir-se” e que será preciso tirar as conclusões.