Explosão deixa oito pessoas mortas e 20 feridas no Afeganistão

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Publicado terça-feira, 6 de janeiro de 2004 as 08:28, por: cdb

Pelo menos 10 pessoas morreram e 20 ficaram feridas nesta terça-feira após uma forte explosão na cidade de Kandahar, sul do Afeganistão. Segundo testemunhas, a explosão ocorreu em frente a uma base militar no centro da cidade.

A princípio, todas as vítimas seriam cidadãos afegãos. A polícia ainda não determinou qual foi a causa da explosão, que destruiu um caminhão, carros e danificou edifícios próximos. As informações sobre como o ataque teria sido cometido são contraditórias e até o uso de uma bicicleta-bomba está sendo cogitado.

Um homem que fugia do local e poderia estar relacionado ao fato foi detido. De acordo com as primeiras informações, ele seria um membro do Talibã, o grupo fundamentalista que dominou o Afeganistão até 2002, e tentava se esconder nas casas próximas.

Desde o último verão, a violência, sobretudo atribuída a grupos de fundamentalistas islâmicos talibãs, aumentou no Afeganistão, especialmente no sul e o leste do país. Kandahar era a base do regime do Talibã, que declarou uma jihad (guerra santa) contra soldados estrangeiros, do governo e funcionários de ajuda humanitária.

Ataques

Nesta segunda-feira, o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em Kandahar foi atacado por um grupo de homens armados, que lançaram uma granada e dispararam contra a fachada do edifício sem causar vítimas. Em 16 de novembro, Bettina Gislard, de 29 anos, funcionária francesa da Acnur foi assassinada a tiros na cidade de Ghazni, no centro do Afeganistão.

No dia 11 de novembro, um carro-bomba explodiu na frente dos escritórios de Apoio e Projetos das Nações Unidas em Kandahar e deixou uma pessoa ferida. Mais tarde, no dia 6 de dezembro, uma bomba colocada em uma bicicleta explodiu num mercado muito concorrido do centro de Kandahar e feriu 20 pessoas.

A ONU, que tem 100 funcionários estrangeiros e 600 locais no Afeganistão, fechou então seus escritórios no sul e leste do país, pediu a seus funcionários que não saíssem de suas casas e afirmou que poderia deixar o Afeganistão por causa da insegurança.