Exército já negocia desocupação de Tucuruí com movimentos sociais

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Publicado quinta-feira, 24 de maio de 2007 as 16:10, por: cdb

Militares do Comando da Amazônia chegaram, nesta quinta-feira, à hidrelétrica de Tucuruí (PA) para tentar negociar a saída de  manifestantes de  movimentos sociais do prédio da hidrelétrica. O Exército e agentes da Polícia Federal foram enviados ao local a pedido do presidente Luiz Inácio da Silva.

Desde a última quarta-feira, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a Via Campesina entre outros ocupam a sala de controle da hidrelétrica.

Segundo a coordenadora do MAB, Elvanise Furtado, o Exército chegou à hidrelétrica com uma ordem de despejo, mas disposto a conversar com os manifestantes, o que resultou num acordo.

Para desocupar o prédio os movimentos sociais querem uma reunião com a Casa Civil, Ministérios de Minas e Energia e da Educação entre outros órgãos do governo. Os comandantes do Exército articulariam a possibilidade de representantes de órgãos do governo se reunir com os manifestantes no Pará

A líder garantiu que, se os militares chegarem com a notícia de que há uma reunião marcada, os manifestantes desocupam a sala de comando e vão para a portaria principal da barragem.

– Não vamos nos desmobilizar. Nossa saída do prédio de forma pacífica vai se dar de acordo com o andamento das negociações -, disse.

De acordo com Elvanise, 200 pessoas ocupam o prédio da hidrelétrica e metade delas está na sala de controle. Os manifestantes negaram que pretendam interromper o fornecimento de energia na região.

Os movimentos sociais querem a implementação de projetos de desenvolvimento para atingidos por barragens, educação de qualidade no campo, melhor atendimento de saúde pública, construção de poços artesianos, instalação de telefones públicos em zonas rurais e mudanças na política econômica do governo.

Há também reivindicações relacionadas à energia elétrica, como redução dos preços e instalação de rede elétrica para populações que vivem às margens das barragens.