Ex-presidente do Banco Rural nega envolvimento no mensalão

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Publicado segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 as 17:10, por: cdb

A ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, negou nesta segunda-feira, durante interrogatório na Justiça Federal em Belo Horizonte (MG), que tivesse conhecimento de operações ligadas ao esquema do mensalão.

Kátia contou que só ficou sabendo do envolvimento de operações do banco no esquema pela imprensa. Segundo ela, até 2004, quem respondia pelas operações financeiras do banco era o vice-presidente José Augusto Dumont, já falecido.

A ex-presidente disse ainda que acredita que não havia intenção do banco de ocultar nomes das pessoas que faziam os saques, já que havia comprovantes das operações.

Outros dois diretores do banco e o ex-deputado federal pelo PTB, Romeu Queiroz, também devem ser interrogados nesta segunda. Todos são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato.

Os depoimentos são realizados desde as 14h, na 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais. É a primeira vez que cada um dos 40 denunciados depõe como réu, acusados de participação no esquema ilegal de desvio de dinheiro e corrupção.

Na semana passada, foram ouvidos pela Justiça mineira Geiza Dias dos Santos, ex-gerente administrativa da agência de publicidade SMP&B, de propriedade de Marcos Valério; o ex-ministro dos Transportes do governo Lula e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PR); o presidente do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), José Luiz Alves; além do ex-deputado federal pelo PT, João Magno.

O depoimento mais esperado é o de Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema. Ele será ouvido na próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, também na 4ª Vara. O interrogatório de um de seus sócios na SMP&B, Ramon Hollerbach Cardoso, está marcado para o mesmo dia.