Ex-exilado diz que foi eleito para cargo equivalente a prefeito de Bagdá

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Publicado quinta-feira, 17 de abril de 2003 as 08:13, por: cdb

Mohammad Al Zubiedi, um integrante da oposição iraquiana que vivia até recentemente no exílio, na Grã-Bretanha, declarou à CNN nesta quinta-feira que 300 membros da comunidade de Bagdá o elegeram, no sábado passado, para chefiar o conselho executivo de Bagdá, um órgão recém-formado.

O general Jawdat Al Obeidi, assessor de Zubiedi, afirmou ter sido eleito para a posição de vice-presidente do conselho. De acordo com os dois, votaram nas eleições líderes religiosos e tribais, engenheiros, médicos – “pessoas educadas” de Bagdá.

O correspondente da CNN Michael Holmes disse que Zubiedi exercerá uma função similar a de prefeito, e que a eleição ocorreu durante uma reunião para estabelecer uma administração local.

Obeidi ressaltou que essa foi a “primeira eleição democrática no Iraque”.

O conselho executivo de Bagdá reúne-se com autoridades militares norte-americanos “todos os dias, às 17h”, para tratar de questões relativas a segurança, hospitais, material hospitalar, fornecimento de alimentos, entre outros, informou Zubiedi.

Como chefe do conselho executivo da cidade, a prioridade de Zubiedi é restabelecer a ordem.

“Nós não temos um cronograma, mas estamos começando a trabalhar para controlar a situação em Bagdá”, afirmou, acrescentando que o conselho já criou uma patrulha policial e nomeou um chefe de Polícia, que atuará em coordenação com as forças norte-americanas na capital.

Quando perguntado se gostaria de se tornar o próximo líder do Iraque, Zubiedi respondeu: “Eu gostaria de ajudar a minha nação”.

Segundo Obeidi, “muitas reuniões” foram realizadas ao longo dos últimos cinco dias e “centenas de pessoas” manifestaram seu apoio ao conselho executivo.

Obeidi e Zubiedi disseram que disputaram seus cargos com outros candidatos.

Ambos fazem parte do movimento de exilados iraquianos, apoiado pelos militares norte-americanos na sua tentativa de estabelecer uma administração civil para Bagdá, de acordo com Holmes.

No entanto, cidadãos iraquianos têm sido tradicionalmente hostis à idéia de serem liderados por exilados que evitaram muito do sofrimento passado sob o regime de Saddam Hussein e as sanções das Nações Unidas, observou o correspondente.