Europa ameaça o Meio Ambiente

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Publicado sexta-feira, 9 de março de 2012 as 12:16, por: cdb

foto/divulgação:

Foto de 1938, Mussolini e Hitler

“…procurar… por uma nova terra e por um povo que não existe ainda” (Gilles Deleuze).

 

A Europa (espaço geográfico) foi, durante muito tempo, o nome de um movimento de transformação sociocultural de escala global. Na verdade, a Europa propôs a outros povos uma iniciação a se “europeizar” cada vez mais, uma vez que representava um impulso para fora de si, até porque, uma incitação nunca tem como força a simples coerção. Os bons europeus são aqueles que suspeitam de si e de sua própria língua, sendo sempre lembrados: Ulisses, Nietzsche, Freud, Spinoza, Paul Celan, Sartre, Mallarmé, Debussy, entre outros.

 

Agora essa Europa perdeu força e vigor, se debatendo contra o seu fim. E não é para menos. Rifou seu futuro ao se mostrar como mero instrumento de defesa do seu sistema financeiro, vendo o motor do capitalismo deslocar-se, mais uma vez, para fora de suas fronteiras – Estados Unidos, Japão e agora para a China. Adicionado a isso, as antigas rivalidades retornam, por exemplo, os Gregos lembram-se das dívidas de guerra de Alemães; Finlandeses culpam os Europeus do sul pela crise; os Belgas demonstram que não ser necessários imigrantes para fazer o ódio social. Nesse contexto de crise e degradação, ouve-se brados de defesa da “civilização européia” vindos, normalmente, daqueles que confundem “civilização” com hábitos alimentares e dialetos camponeses.

 

Essa é uma triste prova de que a “civilização européia” aparece quando a Europa deixa de representar idéias renovadoras e capazes de incitar os outros povos. Neste particular, cabe a questão: Se a crise européia dos anos 29-32 resultou na “SAÍDA” para as “Autobahn” alemães – Volkswagen e a Guerra de 39-45, a CRISE de agora que se registra resultará em que? Ora, desde que foi adotado o Tratado de Roma 54 anos atrás a União Européia e suas organizações precursoras nunca estiveram tão próximos do abismo – falência.

 

Especialistas concordaram que, caso os governantes dos países da zona do Euro não sejam capazes de encontrar uma saída para a crise o fim da Europa está próximo. Verdadeiramente, as consequências dessa incapacidade não se limitam apenas à esfera econômica, vem de longe – desde a Guerra dos Trinta Anos no séc. XVII, com a Europa sendo destruída por guerras, culminando nas duas guerras mundiais de 1914 e 1939.

 

Isto posto, recorro a uma fotografia que tenho de Mussolini e Hitler nos anos de 1938 conversando animadamente dentro de um automóvel aberto, com largo sorriso nos lábios do segundo. Para bom entendedor a foto serve para que a classe trabalhadora lute por sua própria resposta à crise – reorganização da Europa. Ou seja, os grandes conglomerados financeiros devem ser colocados sob o controle democrático; e os patrimônios dos super-ricos devem ser altamente taxados. Sobre essas bases é que será possível resolver a crise atual, superar a divisão social na Europa e usar seus vastos recursos para o interesse da sociedade como um todo.

 

Brasil, Santa Catarina e Florianópolis que se cuidem. A foto de 1938 diz muito: vão sacudir outra vez o Meio Ambiente caso haja Guerra.