EUA: Uber e Lyft perdem votação sobre verificação de digitais

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Publicado segunda-feira, 9 de maio de 2016 as 12:20, por: cdb

A votação em Austin marcou a primeira vez que uma grande cidade dos EUA colocou regulações municipais sob votação dos cidadãos

Por Redação, com Reuters – de Austin, EUA:

As empresas de aplicativos de transporte urbano Uber e Lyft sofreram uma embaraçosa derrota no último sábado na capital do Estado norte-americano do Texas, Austin, depois que eleitores apoiaram medida que exige verificação de antecedentes das impressões digitais dos motoristas.

As duas companhias gastaram mais de US$ 8 milhões para evitar a aprovação de uma legislação que obriga a verificação de antecedentes criminais via impressão digital. Os recursos foram aplicados em uma campanha contra a medida, mas os eleitores deciditam contra as empresas por uma margem de 56%  a 44 %.

As duas companhias gastaram mais de US$ 8 milhões para evitar a aprovação de uma legislação que obriga a verificação de antecedentes criminais via impressão digital
As duas companhias gastaram mais de US$ 8 milhões para evitar a aprovação de uma legislação que obriga a verificação de antecedentes criminais via impressão digital

– Decepção não é suficiente nem para começar a descrever como nos sentimos sobre o encerramento de operações em Austin – disse o diretor-geral do Uber na capital texana, Chris Nakutis, em comunicado.

– Infelizmente, as regras aprovadas pela Câmara da cidade não permitem a operação de aplicativos de transporte – disse a Lyft, acrescentando que suspendeu operações em Austin a partir desta segunda-feira.

A perda pode se espalhar para outras cidades dos EUA que estão interessadas na verificação dos antecedentes dos motoristas via impressão digital, afirmam analistas.

A votação em Austin marcou a primeira vez que uma grande cidade dos EUA colocou regulações municipais sob votação dos cidadãos.

Facebook

O Facebook perdeu a primeira rodada de uma batalha judicial contra alguns de seus usuários que processaram a companhia, acusando-a de coletar e armazenar “ilegalmente” dados biométricos de usuários obtidos a partir de seus rostos em fotografias.

O juiz responsável pelo caso em um tribunal federal na Califórnia, Estados Unidos, recusou na quinta-feira uma moção do Facebook pedindo a rejeição do caso.

O Facebook entrou com a moção argumentando que usuários não podem entrar com uma queixa com base na lei de Illinois sobre privacidade de informações biométricas (BIPA, na sigla em inglês), já que concordaram nos termos do usuário que a lei da Califórnia regularia suas disputas com a companhia, e que a legislação de Illinois sobre informações biométricas não se aplica às “sugestões de marcação”.

O tribunal disse que a lei de Illinois é aplicável e que os querelantes entraram com a queixa sob a proteção da BIPA.

Os usuários alegaram que o recurso de reconhecimento facial do Facebook que sugere marcações em fotos coleta e armazena ilegalmente dados biométricos, violando o BIPA de Illinois.

O caso vem de alguns moradores de Illinois sob a lei de Illinois, mas as partes concordaram em transferir o caso para o tribunal da Califórnia, mostrou documento judicial.

O Facebook também foi alvo de um processo judicial sobre seu plano de emitir novas ações no mês passado.