EUA enviam soldados ao Uzbequistão mas podem enfrentar oposição no país

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Publicado sexta-feira, 5 de outubro de 2001 as 12:24, por: cdb

Cerca de mil soldados americanos estão a caminho da Ásia Central, no primeiro grande movimento de forças terrestres da campanha contra o terrorismo. A 10ª Divisão de Montanhas deixou a base em Nova York, com destino ao Uzbequistão nesta sexta-feira, mas poderá enfrentar oposição à permanência com a decisão do governo daquele país de não permitir qualquer ataque ao solo afegão a partir de suas fronteiras.

O objetivo é providenciar proteção para possíveis operações militares americanas no país vizinho, o Afeganistão. A informação foi divulgada por um dos integrantes da comissão que está viajando junto com o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, a países do Oriente Médio e da Ásia Central.

Coalizão

Rumsfeld está iniciando uma visita ao Uzbequistão, como parte dos esforços americanos e britânicos para consolidar a coalizão internacional contra o terrorismo.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, chegou nesta sexta-feira ao Paquistão. Rumsfeld já passou por Omã, Arábia Saudita e Egito.

Segundo Donald Rumsfeld, os encontros com líderes árabes foram apenas consultas e não negociações a respeito de uma ação específica ou apoio a operações militares.

Rumsfeld: apenas consultas

Autoridades americanas confirmaram que os governos da Arábia Saudita, de Omã e do Uzbequistão tiveram dúvidas quanto a deixar seus territórios serem usados no caso de um ataque contra Osama Bin Laden – apontado pelos Estados Unidos como o principal suspeito de ser responsável pelos atentados de 11 de setembro.

Rumsfeld afirmou, depois de um encontro com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, que o governo americano estava satisfeito com cada país colaborando em sua maneira para a coalizão.

Mubarak disse aos jornalistas que os soldados egípcios não iriam se juntar à ação militar, mas garantiu o apoio do país à coalizão contra o terrorismo.

Os uzbeques, por outro lado, podem providenciar ajuda mais prática para os americanos, permitindo que os Estados Unidos usem rotas terrestres e bases aéreas.

Os Estados Unidos já reuniram 30 mil militares do Exército, 350 aviões e dois porta-aviões para a região do Golfo Pérsico. Mais grupos estão a caminho.

Um porta-aviões britânico também está na área, participando de exercícios militares em Omã.