EUA enfrentam inimigo difícil de identificar e punir

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Publicado quarta-feira, 12 de setembro de 2001 as 13:48, por: cdb

Os ataques devastadores e espantosamente bem coordenados de terça feira às torres do World Trade Center em Nova York e ao Pentágono em Washington mergulharam os Estados Unidos em esforço de guerra contra um inimigo que será difícil de identificar com certeza e difícil de punir com precisão.

O país inteiro – e em certo grau, o mundo inteiro – tremeu quando aviões seqüestrados mergulharam em prédios que simbolizam o poder financeiro e militar dos EUA.

A segurança e a autoconfiança que os americanos tomam por direito sofreram um doloroso golpe, cuja recuperação será lenta. As conseqüências serão quase tão ruins, quando milhares de pessoas descobrirem que amigos e parentes tiveram mortes terríveis.

Cenas de caos e destruição, com fumaça e escombros apagando o sol, foram transmitidas pela televisão para lares e locais de trabalho de todo o país.

Enquanto Washington lutava para recuperar o equilíbrio, com caças e helicópteros fortemente armados cruzando o céu, oficiais de segurança nacional do passado e do presente debateram a possibilidade de uma declaração congressional de guerra – mas precisamente contra quem, e em que circunstâncias exatas?

Navios de Guerra foram despachados para o porto de Nova York. O Comando Norte-americano de Defesa Aérea, que parecia muito uma relíquia da Guerra Fria, adotou uma postura de alerta engrandecido e de repente parecia relevante.

Desapontando alguns de seus assessores políticos e aliados, que sentiram que ele deveria ter voltado para Washington imediatamente da viagem para a Flórida para simbolizar que o governo estava funcionando, o presidente Bush dirigiu-se para a Base da Força Aérea Offutt perto de Omaha, Nebraska, onde um posto de comando mais seguro estava disponível.

O presidente voou de volta para Washington na noite de terça feira, escoltado por caças F-15 e F-16, conforme líderes de ambos os partidos diminuíam a distância atrás dele com promessas de apoio e uma comovente execução de “God Bless América”. Em um discurso breve e cuidadoso na televisão, ele disse que o dia havia levado “milhares de vidas” e gerado “uma raiva silenciosa e persistente” no país. Ele prometeu que aqueles que aqueles que acolheram os terroristas seriam tratados tão rigidamente quanto os próprios terroristas.

Para Bush os ataques constituíram uma ameaça e uma oportunidade. Um presidente minoritário, há poucos meses no cargo, ridicularizado por muitos como intelectualmente inadequado para sua função, ele deverá ser julgado sob sua capacidade de tomar o comando e agir decisivamente.