EUA arriscam “calamidade financeira”

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Publicado quinta-feira, 14 de julho de 2011 as 11:02, por: cdb

Limite da dívida publica

O presidente Barack Obama e oito dirigentes do Congresso – republicanos e democratas – realizaram uma quinta sessão de negociações destinadas a obter um acordo visando a redução do défice e um compromisso sobre o limite da dívida.

As conversações terão sido marcadas por uma confrontação verbal entre o presidente Obama e um dirigente republicano.

Embora a Casa Branca não comente, declarações dos adjuntos dos representantes Democratas e dos Republicanos, indicam que o encontro que durou quase duas horas foi o mais conflituoso de todos, já que as duas partes enfrentam pressões no sentido de encontrar uma solução para o impasse.

Segundo adjuntos do republicano Eric Cantor, o presidente Obama saiu da sala após uma tensa troca de opiniões sobre a forma como resolver o défice e o impasse sobre a dívida.

Fontes democratas contestam a ocorrência, referindo que Obama expressou frustração sobre a postura política dos republicanos e a ausência de compromisso, tendo dado por concluído o encontro.

O agudizar da tensão verificou-se quando a agência financeira Moody alertou para a eventualidade da cotação do crédito dos Estados Unidos poder ser reduzida.

Anteriormente, o porta-voz da Casa Branca Jay Carney tinha comentado a proposta do senador da minoria republicana Mitch McConnell como sendo o reconhecimento por parte dos republicanos de não existir alternativa para o aumento do limite da dívida.

“O presidente está preparado, e deseja, obter um acordo que reduza o défice o mais que seja possível”.

Numa audiência perante uma comissão do Congresso, O presidente da Reserva Federal Bem Bernanke testemunhou que o incumprimento da divida federal poderá ter um enorme impacto.

“É evidente que se chegarmos ao incumprimento da dívida, isso será uma enorme crise”.

Segundo o porta-voz da Casa Branca o presidente Barack Obama vai continuar a pressionar no sentido de uma solução que inclua uma grande redução do défice e o aumento do limite da dívida federal.