EUA ameaçam Síria com sanções

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 15 de abril de 2003 as 08:30, por: cdb

Com a luta principal aparentemente encerrada, Washington esquentou o clima com a Síria, vizinha do Iraque.

O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que a Síria é “de verdade um país pária.” Ele disse que o presidente Sírio, Bashar al-Assad, é um líder que ainda não foi testado e que agora tem a chance de “tomar as decisões corretas.”

O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, acusou a Síria de ter feito testes com armas químicas nos últimos 12 a 15 meses e de fornecer abrigo para os principais assessores do regime de Saddam Hussein. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, advertiu a Síria sobre possíveis sanções diplomáticas ou econômicas.

Autoridades dos EUA não chegaram a ameaçar a Síria com ação militar, mas insistiram que todas as opções continuam sobre a mesa. Analistas duvidam que Washington lance uma ação militar e acham que usará pressão diplomática para tentar convencer Al Assad a mudar de linha.

Blair insistiu ao Parlamento que “não há planos para invadir a Síria.”

A Síria, forte crítica da guerra contra o Iraque, nega as acusações dos EUA. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, manifestou preocupação com as críticas dos EUA, que podem desestabilizar ainda mais o já atormentado Oriente Médio, disse um porta-voz.

Na cidade de Najaf, centro do Iraque, líderes tribais encerraram o cerco de homens armados contra a casa do líder xiita Ali Sistani e assumiram o controle do centro espiritual onde dois clérigos foram assassinados na semana passada.

“O cerco terminou,” disse Mohammad Baqir Mohri, assessor de Sistani. Os homens armados exigiam a saída do líder da cidade.

O impasse ressalta as dificuldades para cimentar a unidade nacional no Iraque. Os xiitas representam 60 por cento dos 26 milhões de iraquianos e foram perseguidos durante décadas pelo Partido Baath, de Saddam, dominado pelos sunitas e de orientação religiosa secular.