Estúdios e donos de cinemas fazem campanha contra pirataria nos EUA

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 7 de março de 2003 as 14:42, por: cdb

Os estúdios dos Estados Unidos e os donos de cinema anunciaram uma campanha publicitária que visa convencer o público que copiar e trocar filmes custam empregos.

Em um “anúncio de serviço público” que irá ao ar nos cinemas dos Estados Unidos, vários profissionais de cinema – de figurinistas e técnicos ao lendário diretor George Lucas -, vão dizer que a popular prática de trocar filmes pela Internet coloca em risco um negócio que emprega dezenas de milhares de pessoas.

A advertência ocorre no momento em que Hollywood acabou de terminar a contagem das bilheterias do melhor ano de sua história. O número de ingressos vendidos nos cinemas norte-americanos subiu em 10 por cento durante 2002, a maior alta em 45 anos, e a receita com os bilhetes aumentou para 9,5 bilhões de dólares.

Mas a Associação de Cinema dos Estados Unidos, que representa os maiores estúdios de Hollywood, estima que os fãs estejam baixando da Internet entre 400 mil e 600 mil filmes digitais ao ano – uma cifra preocupante para um setor que está assistindo à indústria fonográfica segurando-se na beira do abismo por causa das trocas de arquivos pela rede.

“A pirataria é a questão mais importante de nosso setor. A diferença entre nós e a indústria fonográfica é a banda de transmissão de dados e a armazenagem”, disse o presidente da Fox Filmed Entertainment, Jim Gianopulos, em convenção com empresas operadoras de cinemas.

O tempo necessário para baixar um filme da Internet é bem maior que o de música e proibitivo em conexões discadas, além do que o espaço para salvar o arquivo é enorme.

Mas agora, com as conexões rápida tornando-se mais populares e com o preço do espaço de armazenagem dos micros caindo, os realizadores de cinema estão ficando cada vez mais preocupados com a pirataria.

Outra forma de pirataria de filmes envolve a venda de fitas ou DVDs feitos a partir de cópias feitas com câmeras de vídeo em cinemas ou a partir de DVDs promocionais. Esse gênero de falsificação custa cerca de 3 bilhões de dólares ao ano para Hollywood.

No comercial de cinema, George Lucas diz: “Se as pessoas continuarem a pegar filmes de graça, eles deixarão de existir. É simples assim.”