Estrangeiros são principal alvo de rebeldes

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 25 de setembro de 2004 as 09:14, por: cdb

A escalada da violência prosseguiu esta semana no Iraque quando o número de estrangeiros seqüestrados no país chegou a cem desde abril. A semana em que Washington anunciou a possibilidade de retirar suas tropas antes de uma pacificação completa do país árabe também foi marcada pela brutal decapitação de dois norte-americanos, o anúncio da morte de duas reféns italianas e a ameaça de execução de um britânico.

Segundo um levantamento realizado pela AFP, mais de 40 pessoas estão atualmente em cativeiro no Iraque, entre elas, pelo menos, onze turcos, seis egípcios, cinco americanos, três libaneses, dois franceses, um britânico, um iraniano, um somaliano, dois sírios, dois suecos, dois australianos e um canadense. Desde abril, quando começou a onda de seqüestros no país, cerca de 30 reféns foram assassinados por seus captores. Muitos grupos não têm motivação política e seqüestram funcionários de empresas que pagam um valor alto pelo resgate.

O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, admitiu no final da semana, depois de se reunir com o primeiro-ministro iraquiano Iyad Allawi, que os Estados Unidos poderão começar a retirar suas tropas do Iraque antes que se obtenha uma pacificação total.

Um dia antes, Rumsfeld admitiu pela primeira vez a possibilidade de algumas regiões do Iraque serem excluídas das eleições marcadas para janeiro, caso não haja segurança suficiente para a votação. Durante audiência na Comissão de Serviços Armados do Congresso, o secretário ainda desdenhou: “Que seja assim. Nada é perfeito na vida, então você tem uma eleição que não é muito perfeita. É melhor do que não ter uma eleição? Vocês que sabem”, declarou Rumsfeld em audiência na Comissão de Serviços Armados do Congresso.