Estrangeiros são novas vítimas da pneumonia atípica na China

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Publicado terça-feira, 8 de abril de 2003 as 08:20, por: cdb

Um professor americano e um casal sino-canadense são os últimos contaminados, no sul da China, pelo vírus da pneumonia também chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

As novas infecções foram reveladas pouco depois da morte de um funcionário finlandês da Organização Mundial do Trabalho (OMT) também contaminado pela SRAG.

Pekka Aro, de 53 anos, morreu em Pequim, elevando o número de mortes na China para 53. A morte e a contaminação de estrangeiros na China pode criar novos problemas para o governo, que vem tentando afastar os temores sobre a doença.

O professor americano morava em Shenzhen, quase fronteira com Hong Kong. Em todo o mundo, pelo menos cem pessoas morreram em decorrência do vírus.

Na segunda-feira, as autoridades de Pequim anunciaram que vão desinfectar todos os cinco edifícios diplomáticos que abrigam empresários, jornalistas e diplomatas.

De acordo com notícias locais, a SRAG teria se espalhado pelo distrito de Tuen Mun, onde um hospital está tratando dezenas de casos.

A companhia aérea americana Continental Airlines, seguindo o exemplo de várias outras empresas, anuncinou a suspensão dos vôos diretos entre Nova York e Hong Kong por dois meses, devido à queda na procura.

No Canadá, onde pelo menos dez pessoas já morreram de SRAG, o diretor do banco central alertou que o vírus pode ter também conseqüências econômicas.

“Uma epidemia como a da SRAG, se continuar, vai, obviamente, ser bem séria, mas ainda não sabemos se o caso será esse. Sabemos que vai haver um impacto de curto prazo”, disse David Dodge, diretor do Banco do Canadá.

Nesta terça-feira, autoridades de Cingapura disseram que mais seis enfermeiras haviam sido contaminadas com o vírus, e a Índia registrou o primeiro caso no país – um americano que adoeceu depois de voltar a Bombaim da China.

A Austrália foi o último de uma série de países a endurecer a sua legislação como medida de prevenção ao vírus letal, autorizando os seus agentes de saúde a deter a força qualquer pessoa que apresente os sintomas da SRAG.