Estrangeiros fazem historia no Vasco

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Publicado terça-feira, 11 de fevereiro de 2003 as 14:31, por: cdb

O sucesso que o sérvio Petkovic vem fazendo no Vasco apenas confirma uma tradição do futebol do clube. Desde a década de 20, um grande número de jogadores e técnicos de outros países vestiram e conquistaram títulos com a camisa cruzmaltina.

Na “primeira geração”, o estrangeiro a ter um maior destaque foi o ponta-esquerda argentino Salvador D’Alessandro, campeão carioca pelo clube em 1934. O time campeão carioca de 1936 não tinha mais o argentino, mas, na trilha do sucesso de D’Alessandro, vieram o centroavante Esteban Kuko e o também ponta-esquerda Benedito Arouca, conhecido como Luna, todos argentinos.

O primeiro estrangeiro a fazer sucesso no clube, no entanto, não foi um jogador. Em 1923, o Vasco ganhou seu primeiro título carioca sob o comando do técnico uruguaio Ramon Platero, que repetiu o feito no ano seguinte.

Outro treinador estrangeiro a entrar para a história do clube foi o argentino Ondino Vieira. Quando assumiu o comando técnico da equipe, o técnico mudou o uniforme do clube, instaurando a faixa diagonal branca nas até então camisas negras vascaínas. A inspiração foi o River Plate, cujo uniforme apresenta uma faixa diagonal em vermelho.

Entre os jogadores, um deles merece destaque especial. O zagueiro argentino Ramon Rafanelli, que integrou o Expresso da Vitória, já era bicampeão carioca, mas a rivalidade entre Brasil e Argentina acabaria tirando o jogador de uma das partidas mais importantes da história do Vasco.

No jogo Vasco x River Plate, pela final do primeiro Campeonato Sul-Americano de Clubes, em 1948, Rafanelli acabou substituído por Wilson. De acordo com o técnico Flávio Costa, o argentino revelado no pequeno Santa Fé, poderia se intimidar diante do poderoso River, de Di Steffano e Labruna. Se Rafanelli tremeria ou não, ninguém sabe, mas, sem ele, o Vasco empatou em 0 x 0 e conquistou o título.

Na década de 60, foi a vez de o goleiro argentino Andrada fazer história no clube. Além da qualidade, o arqueiro ficou famoso por ter levado o milésimo gol de Pelé, de pênalti, em 21 de novembro de 1969.

Depois de Andrada, os zagueiros Daniel Gonzáles, uruguaio, e Quiñonez, equatoriano, passaram pelo clube na década de 80. O primeiro não conquistou títulos, mas Quiñonez, mesmo contestado tecnicamente, acabou campeão brasileiro em 1989.

Depois disso, na década de 90, passaram sem qualquer sucesso o norte-americano Cobi Jones e o equatoriano Tenório.