Estivadores fazem paralisação em São Paulo

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Publicado segunda-feira, 1 de junho de 2015 as 12:14, por: cdb
O diretor do sindicato explica que a categoria reivindica aumento salarial de 15%
O diretor do sindicato explica que a categoria reivindica aumento salarial de 15%

Os estivadores do Porto de Santos, responsáveis pela colocação e retirada de cargas nas embarcações, fizeram nesta segunda uma paralisação que começou às 6h da manhã. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a greve afeta os terminais públicos de contêineres e prejudica quatro dos 50 navios atracados no porto nesta segunda-feira.

Sandro Olímpio, diretor do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva), contabiliza que 180 trabalhadores aderiram ao protesto, sendo que 80 estão a bordo das embarcações e 100 fora dos terminais. Esses profissionais atuam nos terminais de contêineres do porto público, operados pela Brasil Terminais, Ecoporto, Santos Brasil e Libra Terminais.

O diretor do sindicato explica que a categoria reivindica aumento salarial de 15% além da reposição inflacionária, aumento do vale-refeição de R$ 21 para R$ 30 por dia e melhores condições de saúde e higiene. Eles pedem também que a quantidade de trabalhadores seja mantida em 50% de contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e 50% em contratos avulsos.

Os operadores portuários, de acordo com Sandro, sinalizaram a intenção de contratar pela CLT todos seus os empregados. Porém, os estivadores preferem manter a paridade em meio a meio, pois o trabalho avulso é melhor remunerado e gera mais oportunidade de serviço. “(As empresas) querem vincular 100 homens e deixar 2 mil desempregados. Temos hoje 2,4 mil trabalhadores. Assim, (os avulsos) ficam sem poder ‘rodiziar’ dentro dos terminais de contêineres, onde a remuneração é maior. O trabalhador vai passar fome”, disse ele.

De acordo com o Sindicato dos Estivadores, a negociação com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado São Paulo (Sopesp), que representa as empresas Brasil Terminais, Ecoporto, Santos Brasil e Libra Terminais, ocorre desde 28 de fevereiro, mas não tem avançado. “Da nossa pauta de reivindicações, eles não atenderam nenhuma. Nem o índice (de reajuste salarial) eles querem dar”, declarou Sandro.

Nos demais terminais do Porto de Santos, como os de uso privado, houve acordo com os estivadores e as atividades estão normais hoje. “Foi uma briga, porque queriam vincular os funcionários. Mas fechamos acordo e ficou meio a meio (entre contratados e avulsos), por isso está tudo tranquilo. Lá as atividades estão normais. Os únicos que emperram as negociações são os terminais de contêineres do porto público”, explicou Sandro.

A equipe de reportagem da  Agência Brasil tentou contato com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado São Paulo (Sopesp), mas até o momento de publicação da matéria não obteve resposta. O Sindicato dos Estivadores informou que uma assembleia para decidir sobre novas paralisações vai depender da resposta vinda das empresas.