Estado do Rio entra com ação civil pública contra governo de Minas

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Publicado quinta-feira, 3 de abril de 2003 as 11:33, por: cdb

A governadora Rosinha Garotinho garantiu há pouco, em Santo Antônio de Pádua, um dos municípios mais atingidos pelo desastre ecológico nas Regiões Norte e Noroeste, que entrará, através da Procuradoria Geral, com uma ação civil pública contra o governo de Minas Gerais.

No documento, o Estado pedirá a recomposição da cobertura do Rio Paraíba do Sul e do afluente, o Rio Pomba, que receberam, a partir da última sexta-feira, 1,2 bilhão de litros de rejeitos tóxicos que vazaram de um antigo reservatório da Indústria de Papéis Cataguazes, em Minas.

Rosinha exige que o governo mineiro garanta apoio à população dos municípios fluminenses afetados pelo derramamento das substâncias tóxicas e sugeriu que parte das multas aplicadas à empresa responsável pelo desastre seja revertida à recuperação dos locais afetados.

A governadora criticou o Ibama por não obrigar o governo mineiro a conter o vazamento dos resíduos e por não cobrar as obras em outro reservatório da mesma empresa que também ameaça se romper por conta de uma infiltração. Ela lamentou ainda que o governo federal não tenha se pronunciado oficialmente a respeito do acidente.

Neste momento, Rosinha está reunida com os prefeitos de Santo Antônio de Pádua, Luiz Fernando Padilha, de Itaocara, Manuel Faria, de Campos, Arnaldo Vianna, de São Fidélis, Davi Loureiro, de Lage de Muriaé, José Eliezer, de Aperibé, Alfredo Gomes Telles, de Miracema, Gutemberg Damasceno, de Bom Jesus de Itabapoana, Miguel Motta, e de Natividade, Luiz Carlos Machado, e com os secretários estaduais de Meio Ambiente, o vice-governador Luiz Paulo Conde, e de Agricultura, Christino Áureo, no Hotel das Águas, em Pádua.

Antes de chegar à cidade e percorrer a orla do Rio Pomba em carro da Defesa Civil municipal, Rosinha sobrevoou de helicóptero a região atingida pelo vazamento e verificou que próximo ao reservatório que se rompeu ainda existem muito resíduos tóxicos e que, se chiver, podem descer para o Riacho do Cágado, que deságua no Rio Pomba, agravando ainda mais a situação nos municípios fluminenses.