Estado divulga ações emergenciais contra enchentes

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Publicado sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 as 15:36, por: cdb

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente da Serla (Secretaria Estadual de Rios e Lagoas), Marilene Ramos, fizeram, nesta sexta-feira, um balanço sobre os efeitos das enchentes em Petrópolis, e divulgou ações emergenciais para evitar desastres semelhantes em outras áreas do estado, como aconteceu durante o período do carnaval.

– Em curto prazo, vamos o desassorear o Rio Santo Antônio Itaipava, suavizar o encontro dos rios São Francisco com o Piabanha, e retiraremos construções ilegais nas encostas. Em médio prazo, faremos um plano de recolocação dessas pessoas desalojadas como já fizemos nos rios Botas, Sarapuí e Iguaçu, localizados na Baixada Fluminense – explicou o secretário.

Segundo Minc, o Rio Santo Antônio Itaipava transbordou devido à ocupação irregular de casas nas encostas, lixos depositados nessas águas e desmatamentos. Ele explicou que fará uma obra para a correção e diminuição da entrada das águas do Rio Piabanha para o Rio Santo Antônio de Itaipava. Com a cheia desses rios, 700 casas ficaram cobertas com 2 metros de água. Os bairros mais atingidos pelas enchentes foram os de Benfica, Gentil e Madame Machado. Nove pessoas morreram soterradas.

Marilene informou que será feito, nesta sexta-feira, um desassoreamento nos rios para que as máquinas de dragas tirem os lixos depositados nessas águas. Esse trabalho vai avançar pela calha do Santo Antônio, fazendo remoções de ocupações, de muros que estão construídos nas margens, entre outras ações.

Na Baixada Fluminense foi estabelecida uma regra que para cada metro cúbico dragado os municípios terão que plantar cinco árvores. E a cada 100 metros cúbicos uma casa da área marginal dos rios terá que ser remanejada. Essas ações serão de responsabilidade da prefeitura.

O Projeto Iguaçu terá o custo de R$ 270 milhões, sendo R$ 70 milhões oriundos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e R$ 50 milhões do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano). A finalidade desse programa é que 10 mil moradores que vivem na beira de rios Botas, Sarapuí e Iguaçu sejam realocados. Esse trabalho terá início no mês de março.

Na ocasião foi divulgada a implantação do Sistema de Alerta de Cheias, no primeiro semestre, na Baixada Fluminense e, no segundo semestre, em Petrópolis. Estas estações hidrometeorológicas começarão a funcionar em 26 estações na Baixada e em 10 estações, em Petrópolis. Esse sistema será gerenciado pela Serla e informará a Defesa Civil e prefeituras, através de computadores e telefones, da eminência de chuvas fortes dando conta da possibilidade de ocorrer enchentes nessas regiões.

Minc anunciou o início de projetos de reflorestamento. No Parque Fluvial do Guandu, na Região Metropolitana, está sendo plantado um milhão de árvores. No Parque Fluvial de Macacu, na Região Serrana, as obras serão iniciadas no dia 28 de fevereiro e serão plantados dois milhões de árvores. No Parque Fluvial do Piabanha, na Região Serrana, o Rio Santo Antônio de Itaipava será encorporado ao Rio Piabanha e as obras terão início no segundo semestre, em seis quilômetros de sua extensão. O Rio Santo Antônio de Itaipava tem 15 quilômetros.

Os 12 rios mais ameaçados pelas cheias são Iguaçu, Brotas, Sarapuí, Acari, Magemirim, Roncador, Brandoas, Paquequer, Bengalas, Piabanha, Foz do Paraíba do Sul e Magé.
Também participou da conferência o secretário de Obras da Serla José Carlos Abenza.