Especialistas acreditam em retorno de moradores a Falluja até agosto

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Publicado sexta-feira, 1 de julho de 2016 as 10:06, por: cdb

Mais de 85 mil pessoas deixaram suas casas durante uma campanha de um mês de duração que terminou no domingo, quando o governo iraquiano declarou ter recapturado totalmente a cidade

Por Redação, com Reuters – de BagdáNações Unidas:

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que as autoridades iraquianas irão permitir que os civis expulsos pelo avanço militar sobre Falluja, cidade outrora sob comando do Estado Islâmico, comecem a voltar para casa até em agosto.

Mais de 85 mil pessoas deixaram suas casas durante uma campanha de um mês de duração que terminou no domingo, quando o governo iraquiano declarou ter recapturado totalmente a cidade, que fica a uma hora de carro a oeste da capital iraquiana, Bagdá.

Mais de 85 mil pessoas deixaram suas casas durante uma campanha de um mês de duração
Mais de 85 mil pessoas deixaram suas casas durante uma campanha de um mês de duração

Um relatório de quinta-feira do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que mencionou os planos do governo, disse que o nível de destruição tornará sua volta difícil no curto prazo e que os explosivos plantados na localidade representarão uma ameaça aos moradores.

Os civis presentes em campos administrados pelo governo, que representam cerca de um terço da população total de Falluja antes de o Estado Islâmico a ocupar dois anos e meio atrás, estão dependendo de doações da ONU e de entidades assistencialistas no momento.

Por causa da carência de fundos, muitos não têm abrigos adequados, alimento e água no momento em que as temperaturas locais ultrapassam os 50 graus Celsius. Agências humanitárias temem que o saneamento deficiente dissemine doenças infecciosas como cólera e moléstias de pele, além de exacerbar doenças crônicas.

Israel

Israel deveria para de construir assentamentos que paralisam o desenvolvimento palestino e designam terras para uso exclusivo de israelenses que os palestinos buscam para um futuro Estado, recomendou o grupo denominado Quarteto que busca a paz no Oriente Médio no esboço de um relatório muito aguardado ao qual à agência inglesa de notícias Reuters teve acesso.

O esboço feito por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Organização das Nações Unidas (ONU), os quatro patrocinadores do processo de paz atualmente congelado, disseram que a política israelense “está erodindo constantemente a viabilidade da solução de dois Estados”.

– Isto desperta dúvidas legítimas sobre as intenções de longo prazo de Israel, que são agravadas pelas declarações de alguns dos ministros israelenses de que jamais deveria existir um Estado palestino – de acordo com o rascunho do relatório.

Um dia depois das eleições israelenses de março de 2015, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que jamais haveria um Estado palestino em seu governo,  tão somente para voltar atrás dias depois e retomar o objetivo da solução de dois Estados.

Na quinta-feira, o enviado da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, inteirou o Conselho de Segurança da entidade sobre o relatório do Quarteto, que ele contou aos repórteres ter sido submetido aos membros do Quarteto para uma aprovação final e que provavelmente será divulgado nesta sexta-feira.

Fontes diplomáticas disseram que o relatório tem um peso político significativo por ter o apoio dos EUA, os maiores aliados de Israel, que têm se empenhado em ressuscitar as conversas de paz em meio às tensões entre Netanyahu e o presidente norte-americano, Barack Obama.

A relação entre o líder israelense direitista e o presidente democrata ainda não se recuperou da forte desavença surgida no ano passado em resultado do acordo nuclear internacional com o Irã, inimigo do Estado judeu, que os EUA encabeçaram.

O rascunho do relatório afirmou que Israel tomou para seu uso exclusivo cerca de 70 %  da Área C, que representa 60 por cento da Cisjordânia ocupada e inclui a maioria de suas terras cultiváveis, recursos naturais e reservas de terra.