Especialista em estabilização de encostas critica falta de plano de contingência no Rio

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Publicado terça-feira, 20 de abril de 2010 as 13:46, por: cdb

O engenheiro civil Alberto Sayão, especialista em geotécnica e estabilização de encostas, falou ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), em entrevista para o programa De Olho no Rio que foi ao ar domingo, sobre as ações dos órgãos públicos na prevenção aos deslizamentos de terra, como os ocorridos, há duas semanas, no Rio e em Niterói, em decorrência das fortes chuvas que caíram nas duas cidades.
 
– Evitar o deslizamento é quase impossível, mas é possível minimizar os danos com ações de emergência qualificadas. Mas o ideal é a retirada das pessoas de suas residências em áreas de risco e a sua remoção para locais seguros – explicou Alberto Sayão, engenheiro e professor da PUC-RJ.
 
Ele criticou a ausência de um plano de contingência.
 
– Não havia plano de contingência e ficou claro o despreparo, principalmente no município de Niterói, para enfrentar uma chuva daquela intensidade, que, aliás, é preciso registrar, vem ocorrendo a cada dez ou quinze anos, desde a década de 1960 – afirmou o engenheiro, referindo-se às chuvas de 1966 e 1967 que causaram mais de 300 mortes no Rio.
 
De acordo com Alberto Sayão, a Geo-Rio é um órgão municipal fundado na década de 1960 após as grandes chuvas daquele período que reúne um corpo técnico competente.

– O problema é que, dependendo do governo, são diminuídos os investimentos no órgão, que, em certas épocas, tem dificultada a sua missão de cuidar das encostas do Rio de Janeiro, embora já estejam mapeadas todas as áreas que apresentam risco de deslizamento – afirmou ele.