Espanha e Itália apóiam proposta dos EUA na ONU

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Publicado sexta-feira, 5 de setembro de 2003 as 16:12, por: cdb

O presidente do governo espanhol, José María Aznar, afirmou hoje que é “positiva” e “bem direcionada” a iniciativa dos Estados Unidos para que a ONU aprove uma força multinacional no Iraque, ao passo que seu colega italiano, Silvio Berlusconi, apostou na ampliação do número de países que têm tropas na região.

Aznar e Berlusconi deram estas declarações, na entrevista coletiva, posterior à reunião que mantiveram em Villa La Certosa, a granja do primeiro-ministro italiano em Sardenha, encontro no qual analisaram, entre outros assuntos, a proposta americana sobre uma nova resolução das Nações Unidas para o Iraque.

O chefe do Executivo espanhol afirmou, em referência à posição reticente expressada por França e Alemanha, que não se deve emitir nenhum julgamento prévio que possa significar enfrentamento ou divisão. Aznar acrescentou que, como já faz a Espanha, cada um, dentro de suas possibilidades, deve contribuir para a estabilização do Iraque. Além disso, o espanhol afirmou que as negociações relacionadas com uma nova resolução da ONU apenas começaram.

Nas próximas semanas haverá “negociações intensas em todos os âmbitos”, afirmou, antes de dizer que este assunto foi comentado com Berlusconi em sua condição de presidente rotativo da UE. Aznar declarou que na Assembléia Geral da ONU, que acontecerá no final de mês, haverá chances para se debater esta questão. “É preciso trabalhar para conseguir uma nova resolução que, sobre a base das já existentes, alcance um calendário mais aperfeiçoado do ponto de vista político no Iraque” e faça com que o avanço da estabilidade no país seja mais rápido, acrescentou.

O chefe do Executivo espanhol disse que a Espanha e a Itália dividem a mesma visão sobre o futuro do Iraque sobre o respeito à legalidade e defendeu esforços para que o chamado “Mapa de Caminho”, que procura a paz entre israelenses e palestinos, continue avançando. Para isso, considera muito importante que “as coisas no Iraque avancem”.

Berlusconi declarou que a presidência italiana da UE trabalha para a superação das divisões que possam existir na Europa em relação ao futuro do Iraque e expressou a conveniência da ampliação do número de colaboradores ao Iraque. O primeiro-ministro italiano acrescentou que, após a intervenção no Iraque e a queda do regime de Saddam Hussein, a questão atual passa pelo alcance da democracia.

– O Iraque pode ser um paradigma, um exemplo para os países da região – declarou Berlusconi, que estimulou que fossem “deixadas para trás todas as polêmicas e divisões” e fosse buscada a união para o crescimento econômico e social do país.