Escritórios virtuais projetam crescimento de 10% este ano

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Publicado quarta-feira, 10 de setembro de 2003 as 21:27, por: cdb

Na contramão da crise econômica, o segmento de escritórios ‘virtuais’ – também conhecidos como centros de negócios – espera crescer 10% este ano. O setor faturou, em 2002, cerca de R$ 270 milhões e estima fechar 2003 no patamar de R$ 300 milhões.

Para 2004, as perspectivas são ainda mais otimistas, quando a receita pode atingir os R$ 360 milhões. Para Paulo Karnas, presidente da Associação Nacional dos Centros de Negócios e Escritórios Virtuais (ANCN), “momentos de crise acabam fomentando maior procura pelo negócio”. As empresas reduzem custos e migram para os escritórios ‘virtuais’ para diminuir despesas. De outro lado, os profissionais liberais – muitas vezes demitidos de seus atuais empregos – acabam se apoiando na atividade para conduzir seu próprio negócio, avalia.

No Brasil existem 480 empreendimentos ligados ao setor. O Estado de São Paulo concentra a maior parte dos negócios. Na capital paulista são aproximadamente 30 centros e cidades comerciais como Santana de Parnaíba e Barueri têm, juntas, mais 220 unidades. Os escritórios ‘virtuais’ iniciaram suas atividades no País no início de década de 90, oferecendo um ‘pacote’ de serviços para empresas e profissionais liberais. Um endereço fixo para correspondência, linhas telefônicas e computadores com Internet, atendimento telefônico personalizado, local para reuniões, teleconferências e recepcionistas bilíngüe são alguns dos serviços incluídos no contrato com os clientes.

A Região Sudeste e o sul do Brasil são as localidades onde os escritórios ‘virtuais’ são mais procurados. O perfil dos clientes é formado por empresas brasileiras com representatividade estadual, multinacionais com filiais no Brasil e profissionais liberais que apostam na modalidade de trabalho para alavancar negócios.

O presidente da ANCN diz que a atividade já ocupa lugar de destaque na economia nacional. “No final dos anos 90, cerca de 9% da população em São Paulo tinha conhecimento do setor. Hoje, o segmento acumula crescimento anual, em termos de faturamento. Novas unidades de negócios estão se formando a cada ano”, destaca.

No Virtual Office, em Alphaville, os custos para manter um escritório ‘virtual’ iniciam em R$ 280,00 mensais. O pacote inclui endereço, postagem de correspondência, Internet e telefones.

Maria Helena Gradilone, diretora do grupo, comenta que entre os clientes estão empresas estrangeiras que preferem ter no País escritórios ‘virtuais’ a investirem em imóveis e pessoal.

“Na empresa oferecemos um pacote completo para o cliente. Ele pode investir na modalidade virtual e também locar um escritório fixo por mês, contando com todos os serviços sem se preocupar em contratar funcionários”, afirma. A empresa espera ter a sua receita acrescida em 5% este ano e em 10% em 2004. Entre os clientes estão 600 empresas brasileiras e mais cerca de 100 estrangeiras.

Também para o VBA Business Center, com uma unidade na Capital e outra em Santo André, o mercado tem se mostrado promissor. O diretor do grupo, Ernísio Martines Dias, comenta que uma das principais vantagens para as empresas e profissionais é flexibilidade na contratação dos espaços e dos serviços.

“Montamos um pacote adequado às necessidades de cada cliente. A utilização do espaço pode ser fixa ou rotativa, dependendo da necessidade de cada um”, afirma. O grupo, que tem oito anos de atuação, tem um faturamento de R$ 250 mil por ano e pretende expandir em 20% ainda este ano. Entre os clientes estão mais de 60 empresas fixas e entre 80 e 100 rotativas.

O Grupo BLC, do Rio de Janeiro, possui três unidades de negócios e até 2005 vai expandir sua atuação com mais dois centros na capital fluminense. O investimento da rede na expansão é de R$ 3 milhões. O diretor-executivo, Fernando Olinto, diz que “os escritórios ‘virtuais’ são uma grande incubadora de empresas de sucesso. A modalidade de trabalho permite diminuir custos em até 60% quando comparado à locação de um