Escolas da Fieb coletam medicamentos vencidos para descarte responsável

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Publicado segunda-feira, 9 de abril de 2012 as 07:15, por: cdb

09/04/2012«-»» Escolas da Fieb coletam medicamentos vencidos para descarte responsável

Desde outubro de 2011, as unidades mantidas pela Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb) tornaram-se postos de coleta de medicamentos vencidos ou em desuso. Qualquer pessoa pode aproveitar o serviço, trazendo a uma das escolas aqueles remédios que sobraram ou que já passaram do prazo de validade.

 

A iniciativa é coordenada pelo Departamento de Gestão da Saúde Escolar da Fieb, que fica responsável por acondicionar esse material específico e, periodicamente, descartá-lo de forma responsável. A equipe entrega os remédios em postos comprometidos a encaminhá-los diretamente à incineração.

 

A discussão acerca do descarte responsável de medicamentos vencidos ou em desuso tem ficado cada vez mais acirrada entre governos, indústrias, empresas públicas e privadas e a sociedade. Isso porque estudos comprovam que jogar remédios no lixo comum ou no esgoto poluem o solo, a água, o ar e trazem riscos à saúde de pessoas e animais. E como se não bastasse, pesquisadores têm constatado que isso colabora muito para o aparecimento das chamadas superbactérias. Nos lixões, onde essas substâncias entram em contato com várias bactérias, acontece uma modificação dos microorganismos, tornando-os muito mais resistentes a antibióticos e outras composições químicas.

 

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, mais de 80% dos remédios vencidos estão em poder do cidadão comum. Outra pesquisa, feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estima que cada pessoa inutiliza, em média, 2 kg de medicamentos por ano. Já um apontamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que esse mesmo público envia para o lixo entre 10 e 28 mil toneladas de medicamentos anualmente.

 

Falta de informação

Ainda mais assustadores foram os dados divulgados em uma pesquisa realizada pelas Faculdades Oswaldo Cruz. Das 1.009 pessoas entrevistadas, 75,32% afirmaram que, de fato, descartam seus remédios no lixo comum, enquanto 6,4% descartam no vaso sanitário ou na pia. Mais preocupante é o nível de informação com relação à forma apropriada de desfazer-se desse material: 92,5% nunca nem sequer perguntou sobre a forma correta de fazê-lo; somente 7% dos consultados afirmaram já ter recebido alguma orientação sobre o tema.

 

“Nossa intenção é colaborar de duas formas: ajudando a tirar do meio ambiente esse produto altamente poluente e conscientizando nossos alunos e a comunidade que nos cerca da importância de adotar essa nova postura, esse novo hábito de descartar seus medicamentos da forma correta. Tudo por meio de uma ação real, concreta, que eles veem acontecendo a partir do momento que se tornam agentes principais”, esclarece a diretora de Setor Especializado da Secretaria de Saúde, Ana Paula Martinelli.

 

Rumo ao segundo descarte

No dia 19 de março de 2012 foi realizado o primeiro descarte dos medicamentos depositados nas urnas espalhadas pelas escolas da Fieb. Membros da equipe de Saúde Escolar reuniram todo o material e levaram ao Cata-Remédios da Drogaria São Paulo, uma das empresas pioneiras do estado a aderir à política de coleta, assumindo a responsabilidade de garantir que essas substâncias cheguem aos órgãos competentes e tenham um destino ecologicamente responsável. No início de abril deve ocorrer um novo descarte.

 

O que não pode

Não podem ser depositados nos coletores espalhados pela Fieb medicamentos controlados, aqueles que a venda depende de receita médica. Tais medicamentos devem ser entregues diretamente em locais autorizados pela Anvisa, como os postos de saúde ou as agências de vigilância sanitária municipais.

  Secretaria de Comunicação Social