Escola estadual de Itaperuna é destaque em gestão no Brasil

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Publicado terça-feira, 18 de setembro de 2012 as 13:54, por: cdb
O caminho para chegar ao reconhecimento começou há sete anos, com a mudança da diretoria e da cara do colégio

No dia 5 de novembro, o Colégio Estadual Chequer Jorge, de Itaperuna, Noroeste Fluminense, pode se tornar a referência brasileira em gestão no ensino público. Com o diálogo como peça principal do funcionamento da escola, a unidade se tornou o destaque administrativo do Rio de Janeiro, e as iniciativas ficaram entre as seis melhores do país. O caminho para chegar ao reconhecimento começou há sete anos, com a mudança da diretoria e da cara do colégio.

Sem prestígio na comunidade, a escola não era a primeira opção dos pais na hora de matricular os filhos. Quando assumiu o comando, Vânia Lúcia Pierucceti de Souza, de 63 anos, chamou a banda da Polícia Militar e fez um desfile pelas ruas do bairro no primeiro dia do ano letivo de 2005, para mostrar que a unidade passava por mudanças. O colégio também ganhou uma logo e camisas com o lema “Um novo tempo”.

– Sabia que nós fazíamos um trabalho bem feito, mas não tínhamos o reconhecimento. Então, criamos uma identidade e começamos a visitar as escolas dos bairros vizinhos que só ofe-reciam educação infantil para que as pessoas colocassem seus filhos aqui. Se começássemos do início, da base, nós iríamos colher os frutos – disse Vânia.

Para dar um choque de gestão na Chequer Jorge, Vânia ganhou a reforma do telhado do Governo do Estado e fez parcerias com um comerciante local para pintar e colocar piso e azulejos novos na escola. Em 2009, o colégio passou a oferecer o curso técnico de meio ambiente e se tornou uma referência de inserção no mercado de trabalho. Um dos projetos implantados pela nova gestão é o “Adotar para educar”. Alunos do 5º ano com dificuldade de aprendizado são acompanhados por um professor e recebem aulas de reforço no contraturno. Concluindo o segundo ano, Kathleen Entrelle de Souza, de 13 anos, aprova a escola.

Aqui, o ensino é mais difícil. Tenho dificuldades, mas sinto que agora estou aprendendo mais  afirmou a jovem. Técnico de informática, Marcos Paulo Capdeville, de 35 anos, ganhou há dois a oportunidade de se tornar professor através do projeto de informática na escola.

– Quando comecei a conhecer os professores e perceber que o ensino é diferente, matriculei meus filhos. Temos uma proximidade grande com os pais e um diálogo aberto. É prazeroso dar aulas – disse.