Enquanto inadimplência cai na pessoa física, aumenta na jurídica

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Publicado terça-feira, 27 de outubro de 2009 as 13:35, por: cdb

A inadimplência das operações de crédito para as pessoas físicas voltou a cair em setembro, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira. A taxa passou de 8,4% para 8,2%, o mesmo patamar verificado em janeiro deste ano. No caso das empresas, porém, a taxa subiu pelo décimo mês consecutivo, de 3,9% para 4%. No total, a taxa passou de 5,9% em agosto para 5,8% em setembro.

Devido à leve expansão do crédito, o saldo de todos os empréstimos concedidos às pessoas físicas, empresas e setor público somava R$ 1,347 trilhão ao fim do mês passado. Segundo o BC, o resultado de setembro apresentou “desempenho similar ao observado no mês anterior, constatando-se expansão das operações com recursos livres e com recursos direcionados em ambiente de redução das taxas, do spread bancário e da inadimplência”. “A trajetória de recuperação do crédito para as famílias segue impulsionada pela elevação na participação dos empréstimos consignados e, nas empresas, intensificaram-se os financiamentos referenciados em recursos domésticos, condicionados pelo desempenho positivo da atividade econômica”, acrescenta o documento.

É considerada inadimplente a dívida com atraso há mais de 90 dias.

Juros em queda

A taxa média de juros pelo crédito livre observou, em setembro, a décima queda consecutiva e fechou o mês em 35,3% ao ano. Em agosto, a taxa média era de 35,4%. A redução foi liderada pelas operações para pessoas físicas, cuja taxa média recuou de 44,1% para 43,6% no período. Nos empréstimos para empresas, o juro médio cedeu de 26,4% para 26,3%.

Além da redução das taxas, também houve corte do spread bancário – a diferença entre a taxa de captação e o juro cobrado do cliente. Na média, o spread passou de 26,3 pontos porcentuais para 26 pontos porcentuais de agosto para setembro. Novamente, o segmento do crédito para pessoas físicas liderou a redução, já que o spread para esse grupo passou de 34,3 pp para 33,4 pp. Nos financiamentos para pessoa jurídica, o número passou de 17,8 pp para 17,7 pp.

Para o setor habitacional, o crédito cresceu 3,6% em setembro em relação a agosto. O ritmo de crescimento foi mais de duas vezes superior à média do mercado, que cresceu 1,5% na mesma base de comparação. Esse setor teve a maior taxa de expansão do crédito no mês passado, informou o BC. No fim de setembro de 2009, o conjunto de financiamentos para a habitação somava R$ 82,716 bilhões. A cifra é 42,3% maior que a observada em setembro de 2008.

Base monetária

A base monetária, que contabiliza todo o papel moeda emitido pelo Banco Central acrescido das reservas bancárias, apresentou uma expansão de 4,6% em setembro na comparação com agosto, no conceito de média. Com essa expansão, a base somou no fim de setembro R$ 145,138 bilhões. No acumulado em doze meses, a base teve crescimento de 5,5%. No conceito de ponta, setembro teve expansão de 6,3% em relação a agosto. Com isso, o valor atingiu R$ 145,698 bilhões.Em doze meses, a base monetária teve expansão de 6,4% nesse conceito.

O custo médio da taxa de juros cobradas nos empréstimos das pessoas físicas cai 0,5 ponto percentual em relação a agosto e ficou em 43,6% ao ano no mês passado. Essa é a menor taxa da série histórica do BC iniciada em julho de 1994. A taxa para as empresas (pessoas jurídicas) ficou em 26,3% ao ano em setembro, com redução de 0,1 ponto percentual. Ainda segundo dados do Banco Central (BC), a taxa média teve redução pelo décimo mês seguido e ficou em 35,3% ao ano. É o menor patamar desde dezembro de 2007. Em relação a agosto, a redução foi de 0,1 ponto percentual.