Energia subirá menos que o previsto pelo BC

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Publicado sexta-feira, 14 de dezembro de 2001 as 03:01, por: cdb

O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, ministro Pedro Parente, previu hoje que as tarifas de energia elétrica terão impacto menor que o previsto pelo Banco Central para o próximo ano. Segundo ele, o reajuste será inferior aos 30% projetados pelo BC. Ele disse que não é possível fazer uma projeção, mas afirmou que o Ministério da Fazenda está buscando alternativas de recursos dentro do setor elétrico para pagar o custo de implantação das usinas emergenciais, no primeiro ano.

Com isso, o consumidor não sofreria um outro reajuste além do que deverá ser divulgado na próxima semana para cobrir as perdas do racionamento. Parente disse que outra questão a ser estudada posteriormente será a do pagamento da operação das usinas emergenciais. Sobre essas despesas, ainda não há nenhuma previsão de cobertura.

O ministro observou, no entanto, que se o dólar e o petróleo continuarem no atual patamar, eles deverão contribuir para uma redução desses custos. O dólar também poderá contribuir para uma redução do reajuste dos itens de custo da parcela “A” das tarifas de energia, que são os itens não-gerenciáveis pelas empresas. Um exemplo desse caso é a energia da usina de Itaipu, que é cotada em dólar.

Pedro Parente afirmou que não crê que haja tempo para que sejam privatizadas geradoras de energia federais – Furnas, Chesf e Eletronorte – no próximo ano. “O governo não está tomando decisão de não privatizar”, ressalvou Parente. Segundo ele, o governo não está preocupado com o prazo. Parente lembrou que o setor elétrico está sendo reformulado, com impacto sobre as empresas, e é preciso que essas mudanças sejam consolidadas antes da privatização. O ministro informou que vai falar sobre esse tema na próxima quarta-feira, quando deverá ser divulgada uma proposta do novo modelo.