Embratur leva executivos do turismo para um passeio de trabalho

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Publicado sexta-feira, 5 de dezembro de 2003 as 17:35, por: cdb

A  Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) iniciou em outubro o projeto Caravana Brasil, que leva empresários e executivos do setor para ter contato direto com o produto comercializado por eles: os próprios locais para onde enviam os turistas estrangeiros. No último fim de semana, um grupo de 15 desses profissionais esteve no Amazonas. Eles visitaram na sexta-feira a cidade de Parintins, que recebe anualmente 100 mil visitantes para o Boi-Bumbá, maior festa folclórica da região Norte. Depois, seguiram até Manaus, onde conheceram ou reviram os”hotéis de selva” opção de hospedagem preferida pelos gringos. Ali, também tiveram contato com uma tendência emergente na região, o turismo de pesca.

O projeto é mais uma das ações do governo federal no implemento de seu Plano Nacional de Turismo, lançado em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma de suas metas é ampliar o desembarque de turistas estrangeiros no País dos atuais 3,8 milhões para 9 milhões anuais.

O Caravana Brasil se baseia numa atividade comum para o setor, o chamado “famtour”. O turismo internacional, como negócio, funciona assim: o sujeito lá na Europa, na Ásia, ou nos Estados Unidos vai preparar as férias. Ele, então, procura um agente de viagens. Esse agente, com a demanda do cliente em mãos, se comunica com uma empresa chamada operadora, que é quem, efetivamente, monta o chamado “pacote” da viagem. O viajante, afinal, terá de ser transportado de avião, depois será levado de carro ou ônibus até o hotel e, de lá, irá partir para os passeios ou visitas às atrações turísticas da região até que o levem de volta ao aeroporto. Esses diversos serviços são executados por um ou mais “receptivos locais”, as empresas que, na cidade a ser visitada, efetivamente têm contato com o turista.

Para as operadoras e agentes de viagem, que permanecem muitas vezes a milhares de quilômetros de seus clientes, vender os pacotes sem conhecer aspectos da região para onde segue o turista pode ocasionar problemas. Por isso, os empresários do setor costumam se organizar em “famtours” para ver com os próprios olhos as condições de hotéis, transporte e a qualidade das atrações visitadas. A crise das empresas do setor aéreo no Brasil reduziu esse tipo de promoção.

Em parceria com a Infraero, a Embratur aproveitou a deixa para aliar à necessidade dos empresários o encaminhamento do trabalho de planejamento turístico que vem sendo executado no recém-criado Ministério do Turismo. Além de visitar destinos tradicionais dos turistas estrangeiros, o Caravana Brasil tem levado representantes do setor para conhecer roteiros considerados promissores na integração no cardápio oferecido aos viajantes. Como qualquer indústria, o turismo tem necessidade de inovar sempre. Novas opções de viagem devem ser acrescentadas a cada ano, sob pena de se perder mercado.

Desde o mês passado, já foram visitados e discutidos locais e temas como o turismo de negócios em São Paulo, a aventura na Chapada dos Veadeiros (GO) e o ecoturismo em destinos ainda pouco conhecidos até mesmo dos brasileiros, como os Lençóis Maranhenses, o delta do Parnaíba (PI) e Camocim (CE). Na próxima semana, um novo grupo de caravaneiros conhecerá as potencialidades do resort Costa do Sauípe (BA) na atração de praticantes do golfe. Até dezembro, ainda haverá uma etapa do projeto em Fernando de Noronha, com o foco no mergulho. O encerramento dessa seqüência de viagens acontece em Brasília, com o tema cidades e patrimônio. Em 2004, uma nova série de vis