Embraer inaugura primeira fábrica na China sem medo da Sars

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Publicado quarta-feira, 30 de abril de 2003 as 14:01, por: cdb

A Embraer inaugura neste semestre a sua fábrica na China. A planta, um joint venture com o governo chinês, produzirá 12 aviões ERJ 145 (de 50 lugares) por ano, mas somente uma aeronave será concluída em 2003. “Estamos indo cautelosa e progressivamente”, disse o presidente da Embraer, Maurício Botelho.

O projeto recebeu investimentos totais de US$ 50 milhões, dos quais a empresa brasileira entrou com 51%, fatia que detêm na fábrica da China.

O acordo com o governo chinês foi assinado em dezembro do ano passado. Na época, a Embraer já havia vendido cinco aviões para a China e percebeu que para expandir as vendas teria de implantar uma unidade local. As aeronaves produzidas pela fábrica serão comercializadas, prioritariamente, para companhias aéreas chinesas.

Embora tenham unidades de manutenção importantes nos Estados Unidos, a Embraer implantará na China a sua primeira fábrica de aviões no exterior. Maurício Botelho não quis dizer se os planos da empresa contemplam unidades de montagem em outros países. “O futuro a Deus pertence”, desconversou.

Botelho afirmou que a pneumonia asiática não afetou o andamento da parceria na China, e nem da construção da fábrica. Para ele, estão mantidos os planos de produzir no final deste ano o primeiro avião da fábrica, e a partir de 2004, 12 aeronaves RJ-145 de 50 lugares por ano.

Botelho disse que a pneumonia asiática está afetando a empresa indiretamente pela redução do tráfego aéreo internacional, especialmente naquela região.

Ele comentou que a decisão da Camex, na semana passada, de liberar R$ 50 milhões como restos a pagar do ano passado de exportações da Embraer, resolve apenas parcialmente o problema causado pelo fato de em 2002 ter faltado recursos de cerca de R$ 500 milhões para operações de financiamento, já aprovadas, das exportações dos aviões. Os recursos, que deveriam ter entrado no orçamento deste ano do Proex, não foram incluídos nas verbas a liberar em 2003.

Botelho participou do seminário Relações Brasil-China: Um Salto Necessário no BNDES.