Em novo vídeo, Bin Laden diz que “batalha real ainda não começou”

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Publicado quarta-feira, 10 de setembro de 2003 as 17:17, por: cdb

Na véspera do aniversário de dois anos dos atentados de 11 de setembro, a emissora de TV árabe Al-Jazeera veiculou nesta quarta-feira um vídeo em que o terrorista Osama Bin Laden e seu braço-direito, Ayman Al-Zawahiri, aparecem caminhando, armados, numa região montanhosa não identificada.

O vídeo é acompanhado de duas mensagens em áudio atribuídas a Bin Laden e ao egípcio Al-Zawahiri, repletas de ameaças de novas investidas sangrentas contra os EUA.

Não é possível saber quando as mensagens foram gravadas, embora a Al-Jazeera afirme que o vídeo data de algum período entre abril e maio de 2003. Não foram levantadas, entretanto, dúvidas sobre a veracidade da identidade de Bin Laden ou de seu lugar-tenente.

Nenhum dos dois aparece falando no vídeo, em que caminham por um terreno de pedras e arbustos. Segundo a TV CNN, porém, a mensagem atribuída a Al-Zawahiri faz alusão ao Iraque como um campo de batalha.

O áudio que seria de Bin Laden, porém, não cita episódios específicos que não o 11 de setembro, louvando os 19 homens que seqüestraram quatro aviões e lançaram contra alvos americanos em 2001. 

Usando a tradicional linguagem alegórica e religiosa de Bin Laden, a mensagem conclama muçulmanos de todo mundo à guerra santa e diz que os que temem ou não concordam com novos atentados devem “sair do caminho”.

“Digo a eles, aqueles que estão com medo de escalar montanhas viverão em poços e buracos”, diz.

A mensagem atribuída a Al-Zawahiri diz que mais ataques ocorrerão e que “a batalha real ainda não começou”.

– Preparem-se para a punição de seus crimes – diz a mensagem, que dá um conselho às mães dos soldados americanos no Iraque: “Apressem o governo a retorná-los a vocês, em vez de tê-los de volta em caixões”.

Os EUA têm fortes suspeitas de que  rede terrorista Al-Qaeda, de Bin Laden, pode estar por trás de grandes atentados recentes no Iraque pós-guerra.

O grau de planejamento, detalhamento e intensidade dos ataques contra a embaixada da Jordânia e a sede da missão da ONU em Bagdá, e em frente à mesquita do imã Ali em Najaf, todos ocorridos em agosto, sugerem semelhanças com ações da Al-Qaeda.