Em Estocolmo, Dilma diz que Levy fica no governo

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Publicado domingo, 18 de outubro de 2015 as 15:41, por: cdb

Por Redação, com Agências de Notícias e Reuters- de Estocolmo:

A presidenta Dilma Rousseff disse, neste domingo, em entrevista em Estocolmo, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fica no governo. Dilma participará de encontros empresariais; de reunião com o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven; e visitará a fábrica dos 36 caças militares Gripen que renovarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

Dilma
Em entrevista, Dilma diz que não fala mais sobre boatos sobre a saída de Joaquim Levy

– Ele não está saindo do governo. Ponto. Eu não trato mais desse assunto. Qualquer coisa além disso está ficando especulativo – afirmou Dilma.

Ao ser questionada sobre declarações do presidente do PT, Rui Falcão, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, de que o ministro deveria deixar o cargo, caso resista a mudanças na política econômica, Dilma disse que a opinião dele não é a do governo.

– A gente respeita a opinião do presidente do PT, até porque ele é o presidente do partido que integra a base aliada, do partido mais importante, mas isso não significa que seja a opinião do governo – afirmou a presidente.

Segundo Dilma, durante a reunião de sexta-feira, da qual também participaram os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e do Planejamento, Nelson Barbosa, foram discutidas estratégias para garantir que se aprovem no Congresso Nacional as principais medidas que vão levar ao equilíbrio fiscal.

– Vai ser muito importante que a gente aprove um conjunto de medidas até o final do ano… Uma especificamente: a CPMF – disse.

– O Brasil precisa aprovar a CPMF para que a gente tenha um ano de 2016 estável do ponto de vista do reequilíbrio das nossas finanças – completou, ressaltando que também está em discussão como aprovar a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo remanejar livremente parte do que arrecada, e outras medidas provisórias que integram o ajuste fiscal.

De acordo com a presidenta, a CPMF é “crucial” para o país voltar a crescer. “Sem a CPMF é muito difícil” que o país alcance o reequilíbrio fiscal e volte a crescer, avaliou.

Joaquim Levy

Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a assessoria de imprensa do Ministério afirmou que o ministro não pediu demissão do posto e não escreveu carta neste sentido. O comunicado aconteceu após relatos na mídia de que Levy iria entregar o cargo em meio à insatisfação com a falta de apoio para a condução do ajuste fiscal.

Durante a tarde, Levy participou de reunião da Junta Orçamentária do governo no Palácio da Alvorada, com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e do Planejamento, Nelson Barbosa.

Viagem oficial

O objetivo da visita é ampliar fronteiras de comércio com o Brasil e parcerias na área de defesa. Ela terá encontros com chefes de Estado e de Governo dos dois países do Norte da Europa e com empresários, além de buscar programas de interesse do Brasil nos setores tecnologia, inovação e educação.

Na Suécia, Dilma conhecerá a fábrica da Saab, empresa que assinou contrato com o governo brasileiro para venda de 36 aviões militares Gripen de nova geração. A presidenta se reunirá com o rei Carlos XVI, neste domingo. Dilma cumprirá a maior parte dos compromissos no país na segunda-feira, quando, entre outros encontros, terá reunião privada e ampliada com o primeiro ministro, Stefan Löfven.

Após se reunir com empresários e investidores, Dilma visitará as instalações de uma universidade finlandesa. Além disso, ela se reúne com o presidente Sauli Niinistö e com o primeiro-ministro, Juha Sipilä. Segundo o Itamaraty, operam no Brasil cerca de 50 empresas da Finlândia, em setores como energia, tecnologia marítima, telecomunicações e papel e celulose, gerando 20 mil empregos no país. Ano passado, o intercâmbio comercial Brasil-Finlândia atingiu US$ 1 bilhão.